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Terça parte de nós

 

 



 

Quem sabe um dia os olhos humanos conseguirão ser os olhos do universo.

Talvez consigam olhar mais de perto e sem serem vistos pela multidão de pensamentos bisbilhoteiros.

Hoje, o coração estourou o corpo, e arrebentou por dentro o cérebro. 

Até esfaceleu, rumo corpo abaixo, de tanta emoção. 

Numa grande canhoeira, o cérebro inundou, de dentro e pra fora, um corpo sem comando.

Sem obedecer, controlar, sem existir e calcular, transformou-se num corpo que frui para bem distante do medo, sem pressa de esperar, sem pedir, sem acumular, somente indo, existindo, sendo e fazendo.

Depois do amor resistiu arduamente.

Mas somente, depois do amor.

Lá no início dos sentidos, na perenidade, nasceu e fez moradia como companhia da imensidão.

Atravessou e olhou de perto o ódio, a loucura e o esquecimento.

Preencheu tantos espaços que ficou oco.

Foi quando decidiu renascer sem nunca ter morrido.


Por Tatiana Sobreira


Comentários

Anônimo disse…
<������... Apenas sensibilidade após leitura! Mas amo ler seus textos, são incríveis, é uma viagem entre as linhas que nós faz pensar, imaginar e entender o contexto da história. Parabéns pelo Blog e pelo texto! Gratidão sempre ��❤️��

Ass: Paula ✌����>

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