Não sou uma parede para seus lamentos
Não sou depósito de sonhos sem esperanças
Não sou o caminho da segurança
Não estagno infâncias de meninos super poderosos
Não sou um prato de sobremesa depois
da vitória morna
Nem a cabeça que teima em morar no seu
coração
Não sou o não para todos os olhares
indiferentes.
Ontem fui meu cativeiro, você pensou que era meu dono e hoje o pensamento seria o nosso maior algoz.
As chaves dos bueiros abertos infestados de ratos foi embora pelo ralo.
Não tenho mais a vergonha dos instintos
Nem receio da prisão e condicionamentos dos que injetam ilusão em cabeças sensíveis
Não estou mais disponível a todos os seus limites da
razão sem amor.
Estou com a vida que segue comigo e sem olhar para a cara de terror da morte.
Por Tatiana Sobreira

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