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#Amazoniaviva #Naobarragensdosandes

                    Caro leitor,

Escrevo em um dia chuvoso.
Dia de camas e cobertas.
Todas as vezes que chove aqui na Amazônia, principalmente a partir do mês de Setembro em diante, começamos a ver um outro cenário que irá estender-se até o mês de Abril.

Chuva. Muita chuva.

Os rios lentamente começam a subir.
Sai de cena a imagem da seca e dos rios baixos.
O barulho dos trovões e das chuvas incessantes, acompanhados de um clima gelado e úmido, sempre serão convites para ficar em casa tomando um chá e ouvindo as histórias, infindáveis, de nossos antepassados que construíram vidas e destruíram tantas outras nas barranqueiras dos rios da Amazônia.

Por estes rios milenares, nasceram e morreram famílias, nasceram e morreram sonhos de um Eldorado que nunca foi descoberto.
Talvez o verdadeiro Eldorado seja a própria Amazônia e quem aqui reside.

Nos últimos 20 anos vejo pessoas brigando e falando por meio de Institutos e organizações em defesa da Amazônia. Uma Amazônia desenhada dentro da cabeça deles. De quem nunca viveu e sentiu na pele os dias de quem sabe o que é ser Amazônida.  Uma grife chamada Amazônia.


A história de nós Amazônidas está profundamente interligada na vivência e no dia-a-dia de quem mora por aqui, do que do que manifestações por um "respirar melhor" e suas consciências cheias de culpas em explorar financeiramente o que ela representa do que é dito como progresso para nós moradores.

A Amazônia, em outras terras, se tornou um produto da ambição humana, negociada em grande rodadas empresariais e não da verdadeira qualidade de vida que todo ser humano merece. Lutamos por um olhar mais detalhado e atento. As nossas dimensões continentais são esconderijos de bandidos e escravos do esquecimento dos governantes locais. 

Onde estão, como instrumento da aplicação propriamente dito, os benefícios diretos para quem mora aqui dos empresários e sociedade em geral?

O progresso do Amazonas e dos demais estados que compõe a região Norte do Brasil é na realidade similar a um bando de zumbis que caminham de um lado para o outro destruindo tudo que nos cerca. O Polo Industrial mingua a olhos vistos. O estado do Pará urra devido a exploração do minério, onde poucos ganham. Madeireiros que matam por um pé fora ou dentro das suas terras. Roraima e Amapá silenciosamente definham com suas fronteiras comprometidas e seus retirantes do descaso social de países vizinhos. Um Acre e Rondônia terras de forasteiros com seus mortos em uma das áreas mais tensas no cinturão verde amazônico com o mato grosso. E a Amazônia do Maranhão e do Tocantins? Tão esquecidas que o próprio brasileiro tem que pensar em algo a ser observado, o cidadão do norte e nordeste. 

Que país é este que vira as costas para a sua própria história?

Não sei se posso muito, ou se posso quase nada tentarei de alguma forma abrir para o diálogo, com temas e relatar fatos que irão afetar negativamente e precisamente o ecossistema em escala mundial.

Peço a todos que leiam e divulguem esta matéria veiculada em nível Nacional.

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Segue matéria do periódico "Diário do Amazonas".


"Barragens planejadas ameaçam o Rio Amazonas, diz estudo

Relatório produzido por uma equipe internacional de cientistas alerta para o ‘efeito catastrófico’ para a bacia amazônica da construção planejada de seis barragens para os Andes

Com informações de agências/redacao@diarioam.com.br

Manaus – A construção de seis barragens planejadas para os Andes pode ter efeitos “catastróficos” para a bacia amazônica, conclui relatório produzido por uma equipe internacional de cientistas. Segundo os pesquisadores, os modelos prevêem uma redução dramática no fluxo de sedimentos ao longo de todo o rio, ameaçando a segurança alimentar de milhões de pessoas e a rica fauna da região da planície de inundação. As informações foram publicadas no site do jornal O Globo.

“A redução prevista de sedimentos e nutrientes além dos locais das barragens seria catastrófica para a vida selvagem da região, além das incontáveis comunidades que confiam no rio para a agricultura”, alertou Bruce Forsberg, cientista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e líder do estudo publicado na revista ‘Plos One’.

A região andina representa apenas 11% da bacia amazônica, mas fornece 93% dos sedimentos e a maior parte dos nutrientes carregados pelo sistema do Rio Amazonas. E a dinâmica desses sedimentos desempenha papel importante na formação geológica de toda a bacia, movendo areia, rochas, terra e nutrientes dos Andes até o delta.

O estudo avaliou o impacto potencial da construção das barragens Pongo de Manseriche, Inambari, TAM 40 e Pongo de Aguirre, no Peru; e Angosto del Bala e Rositas, na Bolívia. A estimativa é de redução de 894 milhões de toneladas/ano no fluxo de sedimentos além das barragens. Isso representa 69% de todos os sedimentos provenientes da região andina e 64% de todo o fornecimento de sedimentos do Rio Amazonas.

“A influência da bacia do Rio Amazonas — o maior e mais diverso ecossistema de água doce do mundo — é sentida literalmente por bilhões de pessoas em todo o mundo”, disse Julie Kunen, vice-presidente da ONG WCS para as Américas. Segundo ele, “o planejamento de construção de qualquer infraestrutura na região sensível das cabeceiras nos Andes devem considerar o impacto acumulado no ecossistema inteiro, especialmente nas populações de peixes que são vitais para a segurança alimentar da região”.

E os efeitos dessa redução seriam dramáticos: canais ficarão mais profundos, reduzindo as inundações sazonais necessárias para levar sedimentos e nutrientes para as planícies e que conectam ambientes para a migração de peixes e pessoas. Segundo o estudo, o fornecimento de fósforo e nitrogênio para o sistema do Rio Amazonas seria reduzido em 51% e 23%, respectivamente, substâncias críticas para a agricultura e produção de peixes, principais fontes de alimentos para as comunidades ribeirinhas.

A redução no fluxo de fósforo vai reduzir a abundância de fitoplâncton e dos peixes que se alimentam dele, espécies que representam 40% da pesca comercial. A redução do nitrogênio vai diminuir a fertilidade do solo e a produtividade agrícola, exigindo maiores investimentos em fertilizantes químicos.

Além disso, os cientistas prevêem que grande parte da planície de inundação ficaria permanentemente seca, causando impacto direto na fauna e na flora da região. Os pesquisadores alertam que, caso os planos de construção das barragens sigam adiante, agências governamentais e não-governamentais dos países envolvidos, incluindo o Brasil, devem atuar em colaboração para garantir que os benefícios para o desenvolvimento não ocorram em detrimento da integridade do ecossistema amazônico.

O governo do Peru decidiu temporariamente não construir grandes barragens hidrelétricas na Amazônia peruana."


Não vi um parlamentar, senador, político ou coisa que o valha falar sobre o tema em nível nacional e internacional. Da gravidade, sobre os riscos que as futuras gerações do mundo, irão sofrer. Para eles, eleitos pelo povo, passa ao largo das suas ações e seus subordinados o que está a espera das existências de um futuro próximo, que gravemente estarão comprometidas se estas medidas forem executadas pelo governo Andino.

Peço socorro para o Maior Bioma do Mundo. 
Socorro para os rios da Amazônia. 
Socorro por um projeto de Amazônia, seu povo e suas potencialidades.
Socorro para a população Mundial.
Mais uma vez o planeta sofrerá com a ação e omissão humana?

#Amazoniaviva  #Naobarragensdosandes

Por Tatiana Sobreira

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