Ao acordar eu pertenço.
Ao sentar na cama eu pertenço.
Ao espreguiçar eu pertenço.
Ao sentar no vaso eu pertenço.
Liga o chuveiro, água fria escorre no corpo morno de sono, sabonete desliza aqui e ali, shampoo cai nos olhos, as partes ardem, cabelos molhados e lavados, esfrega o corpo com força, e sim eu pertenço.
Escova os dentes, água do chuveiro ainda cai forte no corpo, mãos rápidas em todos o sentidos, e sim, eu pertenço.
Lava cada vez mais vigorosamente, desliga o chuveiro, pega a toalha, esfrega forte, olha no espelho e de olhos vermelhos ela pertence. Sim, sim pertence.
Caminha devagar e sem pressa.
Canções passam pela cabeça,
A padaria está lotada e começando o dia que o dela nunca mais parou.
E ali ela pertence.
O dia todo de trabalho, como sabe fazer bem o que faz
O dia todo de silêncio
O dia todo igual ao outro dia
A noite chega silenciosa, muito mais que o dia
A cama dorme
O corpo se obrigada a deitar
E ela ainda pensa: sim...EU pertenço.
Ao sentar na cama eu pertenço.
Ao espreguiçar eu pertenço.
Ao sentar no vaso eu pertenço.
Liga o chuveiro, água fria escorre no corpo morno de sono, sabonete desliza aqui e ali, shampoo cai nos olhos, as partes ardem, cabelos molhados e lavados, esfrega o corpo com força, e sim eu pertenço.
Escova os dentes, água do chuveiro ainda cai forte no corpo, mãos rápidas em todos o sentidos, e sim, eu pertenço.
Lava cada vez mais vigorosamente, desliga o chuveiro, pega a toalha, esfrega forte, olha no espelho e de olhos vermelhos ela pertence. Sim, sim pertence.
Caminha devagar e sem pressa.
Canções passam pela cabeça,
A padaria está lotada e começando o dia que o dela nunca mais parou.
E ali ela pertence.
O dia todo de trabalho, como sabe fazer bem o que faz
O dia todo de silêncio
O dia todo igual ao outro dia
A noite chega silenciosa, muito mais que o dia
A cama dorme
O corpo se obrigada a deitar
E ela ainda pensa: sim...EU pertenço.
Tenho Dito
TS
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