Sou demasiado "observadora" para poder me deixar observar.
Sou demasiado "humana" para poder cortar o cordão umbilical da
raça.
Sou demasiado "matemática" para entender que o tempo tem, e
obedece suas etapas, onde um somado ao outro acrescentam e não diminuem.
PAUSA: Até o tempo é atemporal!
Sou demasiado "ignorante" para compreender que o que sei não
será o suficiente para saber sempre.
Sou demasiado "fria" para congelar as ações dos que se sentem
culpados em suas fraquezas e falta de pulso em seus propósitos- se é que
existem de fato ou é somente ilusão.
PAUSA: Um canivete não consegue perfurar, profundamente, a
barriga de um elefante, assim como um poltrão não sustentar seus dias e sempre
dar cabo em tudo o que se predispõe a fazer.
Sou demasiado "cérebro" para deixar fenecer as intermináveis
possibilidades em ser no que quer que queira sê-lo.
Sou demasiado "ama" do que carrego a ter senhores e seus
senhorizados.
Sou demasiado "quieta" para poder atear fogo. Sou fogo.
Sou demasiado "abundante", por isso, utilizo conta-gotas.
PAUSA PARA PAUSA: Eu sou.
Tenho dito.
T.S.

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