Por cada silêncio sem a necessidade de palavras,
Por todos os olhos revirados dia e noite,
Por todas as palavras soltas e desenfreadas na raiva e dor,
Por todo o grito descontrolado de indignação,
Por toda lágrima vertida da minha´alma que chorava
para regar o corpo trêmulo de ansiedade e desespero,
Por toda a injustiça praticada 'a mim,
Por toda as perdas e vitórias conquistadas,
Por todas as noites sem sentido aparente,
Por todo o medo e felicidade realizados e sentidos na vida,
Por todo instante que respiro os ares que nunca são iguais,
Por todo o nascer de sol que me aquece e rejuvenesce,
Por toda a bravura que vem sempre 'a minha mente quando esta
seta esfacelada pelas incertezas da vida, duvida de tudo.
Por toda a imensidão de infinitas possibilidades e impossibilidades em meu
presente,
Por todo o amor que carrego em meu coração e mente,
Por toda doçura e alegria que me envolvem a cada entardecer
suave e anoitecer estrelados na terra,
Por toda natureza que me faz, cada dia, ser mais
naturalmente eu,
Por todos os abraços recebidos de carinho e afeto sinceros,
Por toda a discórdia praticadas e recebidas e que me ensinaram que somos todos
passíveis de erros, e acima de tudo, humanos.
E ainda:
Por toda Grandeza que o poeta se reveste por não conseguir
mensurar um terço do que lhe vem a alma, mas faz dele, a grande e indivisível tinta das canetas, a escrever sem parar trechos da perfeição chamada VIDA,
Por toda morte e histórias de antepassados do próprio mundo
que fazem parte deste gigantesco UNIVERSO do qual fazemos tons nesta imensurável
galáxia.
E assim:
Por toda a minha pequenez em ser uma minúscula obra deste
Cosmo.
Eu, perante toda a corte marcial da vida, me prostro de joelhos.
GRATITUDE, EU EXISTO.
Eu, perante toda a corte marcial da vida, me prostro de joelhos.
GRATITUDE, EU EXISTO.
T.S.

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