Um dia, eu estava sentada na calçada da minha casa em Codajás, e um amigo que estudava com meus irmãos mais velhos, aproximou-se e veio jogar conversa fora. Sempre gostei de diálogos longos que mexessem com a minha cabeça e revirassem meu cérebro em todas as direções. Esse amigo era esse tipo de prosa. No meio da conversa ele lança umas frases meio soltas e sem nexo, o tom quase gritando e exasperado. Quem passasse pela frente da minha casa, olhando de longe a conversa, teria a impressão que mais parecia um palanque para a vida dele ou um bate-boca qualquer. Disse: " Eu quero falar sobre a repetição da vida. Sobre a minha confissão, fantasia, imaginação... Um caso que não é autoral. Eu apresento agora a distorção de histórias vividas ao meu lado, um plágio de dores, um exorcista de destinos. Inúmeros personagens abandonados pelo meio do caminho. Uma perturbação repleta de ausência, negligência, e com isso, mais um outro caso não autoral. Em cada olhar dirigido a ...
Amazônidas existem. Sou comunicadora e artista da região norte do Brasil. Gratidão por passear aqui.
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