Lá fora a chuva cai convidativa.
Sempre que chove viajo em minhas lembranças.
É a única forma de andar no passado de uma Codajás querida.
As pessoas correndo na chuva pela cidade.
Uns jogando futebol nas quadras.
Outros tomando banho de biqueira.
Inúmeros sentados em frente as suas casas.
Havia os que ficavam na janela a apreciar o movimento e os que na cozinha preparam o chá de capim santo para acompanhar a banana pacovã verde frita. Cheiro de Lar, cheiro de aconchego.
+ + + + + + + +
Aconchego de tudo o que envolvia-me.
O olhar atento para o céu, as estrelas, os astros, tudo o que compunha aquele cenário, o palco: Minha Terra, Codajás-Am.
Tão Coda.
Tantos Jazz.
Toda Zona.
Estudiosos do Macro, desses grandiosos e perfeitos Universos, não se cansam em afirmar e pesquisar, pesquisar outros Universos, e depois outros e mais outros...
Antes pensava-se: “o átomo era indivisível”.
Tu já viste um átomo?
Nem eu.
Tu já o meu pensar?
Nem eu o teu.
Já viu o vento?
Também não.
Não satisfeitos, descobriram os prótons, elétrons e nêutrons,..
E dentro dos nêutrons e prótons os Quarks.
E dentro dos quarks os Hádrons.
E estes são compostos pelos mésons e bárions e... por aí vai...
Assim somos nós nos Cosmos.
Microscópios, microscópicos, aparentemente nada e um Universo daquele que parece infinitamente menor...
Uma partícula do nada.
Quem me quer curta
Não me leia longa.
Então, com o que estamos preocupados?
Apreciemos a chuva...
Afinal são milhares de gostas que caem das nuvens, certo?
(T. de S.)

Comentários