As mãos ficaram tesas .
Os dedos paralisados.
A composição do cenário deu o tom que viria.
O trovão soou bem distante.
Faltavam sete minutos para iniciar o temporal.
As cadeiras rangeram com força. Nao suportariam a ventania.
Os olhos vidrados e cheios de vazio denunciaram a ausência.
Corpo partido, teso, e alma escondida estava adoecida desde o primeiro choro.
Espelho quebrado e sem serventia.
Temporal faz isso.
Encontros são assim, nos dão a medida que precisamos para aprimorar ou se perder de vez sem nunca ter encontrado o caminho.
Caminha até a porta e a rajada de vento surpreende aquele que nunca presenciou chuva forte fora de hora.
Relâmpagos cortam o céu.
O trovão ficou mais forte e falou alto aos ouvidos: “Tempestade à vista!”
Ser forte é necessidade e nunca escolha.
Escolha é para quem tem mais que um par de meias.
Assim caminham os olhos vazios.
Para que existem o brilho decidiu fica na escuridão!?
Não está fora, mora dentro, é interna a agonia!
A chuva desabou!
A tempestade veio!
No caminho o que ficou foi o registro pedaços de Vida e sem forma.
Por Tatiana Sobreira.

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