Um dos maiores desafios para quem compõe em uma tela branca é prencher os espaços.
A mente fica divagando e se afasta rumo ao vazio para poder pescar algum detalhe que ficou de fora, cercando os pensamentos como se quiser germiná-lo.
Tela vazia é uma espécie de prisão. Com uma sala vazia, sem pintura, de chão duro, batido e paredes frias. Um convite ao silêncio da critividade.
É nesse exato momento que a criatividade faz um convite a todos os lados do pensamento, sejam eles oriundos de qualquer natureza ou direção. Como oleira cava fundo e molda formas antes desconhecidas. Há uma liberdade velada na criatividade. Não havendo parametro ou lei em sua natureza e autonomia, a fluidez assume o posto de proprietária em todo o processo.
Ela é exige com uma forma suave, jeitosa se faz soberana ante as dificuldades. Dona de uma postura inigualável se instala no avesso do criador.
No caminho que decide percorrer, cada espaço explorado, é um deleite sob o seu domínio. Sem margens para negociação o criador é moradia e campo fértil.
No universo de possibiliades instalado, explode para todos os lados e sem distinção do "onde", "quando", "por que", "o que" e "como" será o fim que nunca finda.
Não há imposição em seu domínio e derruba todas as lacunas no conhecimento.
Sensível às necessidades do criador, generosamente se rende a ignorância de muitos e preenche o vazio da solidão em ambiente em liberdade.
Criação é compromisso por um mundo melhor e integrado.
Você já criou hoje?
Por, Tatiana Sobreira

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