A tinta da melancolia, com que foi escrita os últimos seis anos, está sendo derrotada pela estimada força que varre algo tão triste e constante para debaixo do rio de emoções. São coisas que vem e vão, nada demais.
Interprete em vida ou é abocanhado no final.
Renuncia à Glória e abdicar do aplauso é natural quando se decidi viver cada emoção.
Algo para fazer com as mãos e não com os pés. Elas exercitam mais o cérebro. Sabem aquecer o coração e ensinam a educar o corpo na variação dos encontros e desencontros da vida.
Vive por aqui é a nossa história volúvel no mundo que às vezes nada conta e noutras tem vocação para tudo o que o próprio historiador presuma existir.
O ar que cura e refresca também sufoca e mata.
Ainda falta-nos um tanto mais de fôlego para as maratonas das cruezas da vida e fortalecer o pulmão para outras aventuras. O Tempo, ministro da Morte, como dizia o Bruxo do Cosme Velho, sempre estará à espreita contando cada segundo das nossas ações e de verme no mundo.
Seguir de olhos abertos é preciso para lembrar o caminho de volta.
Aqui e acolá carregamos o maior dos males da humanidade, a esperança. Esperança é o carcereiro e consolação da humanidade de longa data, dona da lança de Caim.
Forçadamente criamos espetáculos curiosos e quando menos esperamos, a loucura é posta para fora pela sentinela e atenta Razão de todas as horas.
A casa sempre será do proprietário, cabe a loucura, ou quem quer que seja sair. Nascemos livres, sem freio e educação. Qual a emenda para essa liberdade? Quem é o editor dessa trilha?
A vida é a mestra de todas as nossas deficiências e virtudes. O molde dos mais teimosos e dóceis seres humanos. Tão curta. Passa num sopro e quando menos percebemos, já foi! Assim é tudo!
Por Tatiana Sobreira

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