Como ficar atento para ouvir a voz do coração?
Se existe algo mais belo em meio a toda essa agonia, loucura e mentira no ser humano é essa somatória grandiosa de emoções, sensações e sentimentos que nos aproxima e retira da Matrix.
Será que fomos programados para ascender nessa nave de carne por meio dessas sensações e emoções? E que, por meio de todos esses intermináveis bons e únicos propósitos, alcançaremos o equilíbrio próximo ao Uno e indivisível?
Você já se perguntou, qual o seu papel por aqui?
O motivo pelo qual aparecem determinadas situações e pessoas em sua vida?
Por que carregamos essa sensação de estar peregrinando no Planeta Terra?
De ser mais um caminhante rumo ao desconhecido mesmo sabendo que tem que ir e não saber nem pra onde vamos?
Já estamos na época da colheita e tudo está como deveria ser.
Ser quem se quer ser, inevitavelmente, faz com que nos isolemos dos outros, e ceder aos desejos dos outros faz com que nos isolemos de nós mesmos.
Modificamos-nos em nossa jornada espantosa ou punitiva, carinhosa ou apelativa não porque temos que nos adaptar ao outro. A medida do tempo dentro de nós mesmos grita por algo maior e luta pela nossa identidade, personalidade, eu primitivo e indivisível.
São tantas as tentações e direcionamentos múltiplos que o mundo nos oferta, que nos empurra para fora de nós mesmos e desconfigura a percepção do nosso Eu real e não imaginário. A sociedade cria seus próprios monstros e predadores em tudo que somos e nos transforma em qualquer coisa, menos no que nascemos para ser.
O caminho é árduo e tentador, porém uma hora acordamos e começamos a moldar cada canto da deformidade, curando cada ferida exposta e mal cuidada. Aqui e acolá somos tentados a continuar no mesmo, relaxar no zelo e deixar a vida seguir seu curso de aberrações. Mas o não é tão presente que se torna a nossa mão a guiar a nossa peregrinação.
Ouse, destrua, renove, cuide, ame e eduque o seu monstro. Ele saberá, entenderá e respeitará o processo.
Boa caminhada, Peregrino
Por Tatiana Sobreira
Segue vídeo editado por Amandha Souza e Narrado por Tatiana Sobreira

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