Qual a espécie mais fraca ou mais forte senão aquela que
poderia avaliar sua força e testar seus limites?
Hoje, qual é o ideal a ser perseguido pela “humanidade” que
não possui mais um número significativo de representantes a sua altura (se é
que um dia tivemos)?
Quem irá superar tudo que o foi imposto como
ideal e como controle social quando se perde o chão?
Quem poderia com toda esta palavra enganadora chamada “esperança”
proporcionar maravilhas depois de tantas teorias deturpadas por inúmeros representantes do marketing fantasioso de um mundo ideal?
Quando poderemos deixar de imputar ao tempo ou prazos estipulados
a nossa falta de coragem e débil covardia para lutar por tudo o que acreditamos
e sonhamos?
Qual a história?
A história real?
Vale mais a história que causa assombro, a que tem sangue e gera sensacionalismo barato em um click, ou a história que mora por dentro e que está abafada há milênios em cada um de nós?
É do bicho homem sonhar, fantasiar para poder criar e realizar.
A minha profissão de jornalista é feita de emendas e costuras
de histórias a construir uma manta extensa de pessoas. Verdades e mentiras de
fatos que se perderam na poeira da memória e do tempo.
Quem revira o passado sempre encontra
mais do que está dito no presente, e quem não conta as histórias do agora um
dia contará de forma torta o que poderia ter sido dito de forma clara, direta e
simples e a olho nu. De preferência para bem mais que um punhado de possíveis intelectuais.
Estão preparando pessoas
rasas que não gostam de aprofundar-se em algo mais ou menos. Doentes. Percebe-se, pela falta
de diálogo e debates em todos os setores acadêmicos e empresariais, um
embrutecimento coletivo e desmedido. O uso das coisas e das pessoas está tão descarado que não sabem
quem é o próximo da lista a morrer lentamente.
Nunca venderam tanto opiácios.
Um infarto, ou um desastre pode levar subitamente quem
amamos para longe dos nossos olhos e tatos, mas uma palavra dita – seja ela
qual for e onde ela esteja agindo – desmorona vidas e revive morto.
Nossa inquietante alma ou espírito, e para os mais céticos "o pensamento", está desperta e repleta de germes do medo, de desespero e de incredulidade prestes a aniquilar-se no nada.
Do caos já nascemos e não nos é comum a Paz para a humanidade. É como concretar nascentes de água ou olho d'água. Um dia a fúria arrebenta.
Vivemos esmagados, oprimidos por um modelo de sociedade academicista e quando retornamos para o único lugar que nos pertence, o EU, para a introspecção da alma, para este pensar que não cessa, encontramos um pesadelo de uma detestável e temível brincadeira que nunca irá dissipar-se, o eterno degladiar do que é e do que foi imposto.
Nos conduziram para sermos fracos e covardes ao ponto que não alimentemos mais a nossa "essência". Nos ensinam a matar quem de fato somos por dentro, a aniquilar e a temer o "Gênio"que dorme.
Aqui e acolá nascem indivíduos que são capazes de despertar com suas obras e emoções mais delicadas que nossa linguagem não consegue reproduzir. São artes que calam, prendem e falam de forma individual e coletiva. E em sentido oposto, qual atitude, palavra, ação que são impregnadas de sentimentos profundos que a multidão não é tentada a profanar e em seguida a aniquilar?
A inveja sempre será o mórbido sentimento ignorante travestida de intelectualidade.
É mais fácil criar artefatos que surrupiar o pensamento criativo do que abastar a sociedade no cultivo à arte e a profunda observação social para gerar ecos em outros pensamentos de forma positiva e tão salutar para o exercício do bem estar para todos.
É óbvio que a maioria das doenças de cunho mental se dão devido o mal trato e tentativa do extermínio do pensar e cuidar do EU desde o primeiro respirar humano.
Sabemos bem o que acontece com animais que são presos. Ferozes, criam manias e sindromes, doenças irreparáveis ou por vezes requerem o retrabalho em anos de dedicação de profissionais que perdem a vida e não sanam estas doenças. Estamos sendo treinados em consonância ou dissonância daquilo que poucos conheceram ou alguns tem como mito ou genialidade: o simples fato de saber pensar do que temos por dentro. O pensar e saber lidar com este conhecer da nossa espécie.
Nestas eras de escuridão das almas, nascemos famintos e morremos famintos.
Sempre sentirão medo do que não podem controlar.
Saímos da condição de símio que revira de um lado para o outro os olhos ou objetos para a humanidade e análise de um criador. De onde e como nascem as idéias do Gênio que dorme na escuridão de cada um de nós, somente a nós cabe esta reflexão necessária.

Temos
que ficar atentos.
Não significa que aquilo que não entendemos seja nosso
inimigo. Talvez seja nosso veneno ou talvez seja o nosso antídoto.
Leio as notícias e revejo os telejornais, olho as programações
de massa e tudo parece à série chata “walking dead” que está cansada de falar sobre o
mesmo tema e se estende pelo simples fato de
continuarmos sendo os mesmos zumbis de antes manipulados por tantos outros zumbis de agora.
Mais vale uma palavra dita ou desperta – seja ela qual for – que desmorona
vidas e revive morto do que ficar a navegar na bestialidade de tantos outros.
Liberte-se de si para depois libertar-se dos seus algozes.
Namastê!
Tenho dito!
T.S.

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