Escrever tem sido algo sempre prazeroso em minha vida e também uma tarefa das mais desafiadoras. Quando trata-se das coisas de dentro, e chegar próximo a este comichão que nunca sara, o observar o meu eu, o refletir sobre o outro, o olhar o mais perto e absorver o entorno, tudo isso toma o meu corpo de assalto e tudo quebrar a toda hora qualquer estrutura de solidez.
Eita! Quanta coisa tenho a agradecer nesta vida por ter sido criada sem rumo certo!!
Tenho um que de dentro que sempre fala sobre a alienação no
qual fomos criados e domados nesta terra maluca de humanos encarceradores de outros e outros e mais outros, outros...
Quanta doença mental e comportamental poderíamos ter evitado.
Fomos treinados para depender do outro que não queríamos depender. Condicionados a sermos
cegos perante nossa própria mazela. Dependentes integralmente de todos estes condicionamentos impostos e repetindo a mesma atitude.
E todos na mesma cadeia animal humana e não humano/animal. A cadeia da servidão dos
sentimentos.
Da barganha do afeto adoecido travestido de boas intenções.
Da barganha do afeto adoecido travestido de boas intenções.
Pais das doenças dos filhos.
Doenças psicológicas que arrastamos
por gerações.
Relações afetivas, que somadas a outros indivíduos e situações, acabam adoecendo nações.
Relações afetivas, que somadas a outros indivíduos e situações, acabam adoecendo nações.
Mais amor, minha gente. Mais amor!!!!
Mas, mudemos a página.
Que coisa mais chata é o modelo pré-definido e de moldes disso
ou daquilo.
Sem paciência de tantos melindres que nos cercam.
Sem paciência para tantos modelos de amizades, relações
afetivas, relações de doença.
Sem paciência mesmo!
Quero refletir o mundo.
Ser reflexo do que sou de fato.
Mundo e nada mais.
Coisas que somos. Organismo e pronto.
Que venham todos e tudo o que me cercam.
Somos isso mesmo! E daí!?
Eu rio na cara do perigo.
Vamos dançar mais, sorrir mais, chorar mais, amar mais e parar de apontar, para menos.
Sejamos livres.
Boa Semana!
Tatiana Sobreira
Tatiana Sobreira


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