Quero escrever sobre Ela.
Muitos contam, e até ela também, que seus dias não foram nada fáceis.
Família simples e de poucas posses, foi uma das primeiras a nascer.
Os pais não tiveram um primogénito, sobrou para Ela ocupar o cargo de todos os afazeres da casa, e também era a presença nas saídas com o pai para pescar e colher material das praias e rios.
O pai dela foi um dos primeiros comerciantes daquele município, mas ela mesmo, tinha nascido no lago do Badajós e o seu destino estava Codajás.
Cidade pequena e com poucos habitantes de famílias com histórias parecidas.
Todos ali eram sobreviventes de um Amazonas que se adequava a novos desbravadores.
Sua família era nordestina, misturada com caboclos e outras nacionalidades, sobreviventes repletos de sonhos.
A Ela, além desta lida diária, sobravam horas de histórias incríveis e infindáveis que passaria a contar para filhos, netos, bisnetos, genros, noras e toda uma cidade.
E por onde quer que Ela fosse, todos a ouviam, com aquele sorriso e doçura, falar sobre sua infância e seus temperos e culinária inigualável.
Cidade pequena e com poucos habitantes de famílias com histórias parecidas.
Todos ali eram sobreviventes de um Amazonas que se adequava a novos desbravadores.
Sua família era nordestina, misturada com caboclos e outras nacionalidades, sobreviventes repletos de sonhos.
A Ela, além desta lida diária, sobravam horas de histórias incríveis e infindáveis que passaria a contar para filhos, netos, bisnetos, genros, noras e toda uma cidade.
E por onde quer que Ela fosse, todos a ouviam, com aquele sorriso e doçura, falar sobre sua infância e seus temperos e culinária inigualável.
Ela, Maria Izalinda de Souza Sobreira, nasceu no lago do Badajós, município de Codajás no dia 27 de novembro de 1950 e registrada no dia 28 (dois dias de festa). A segunda filha do casal, José Libertalino de Souza e Raimunda Rodrigues de Souza era beleza e bondade.
Casou-se aos 16 anos, com Álvaro de Alencar Sobreira, que a chamava carinhosamente de "Izolda, Minha velha, Mulher, Minha filha, Iza, Meu amor.."e tantos nomes carinhosos que a intimidade e o amor dos dois coroaram a vida dos 10 filhos que tiveram, e daí, outras inúmeras histórias que eles construíram em seus caminhos.
Ela foi o alicerce de todos os sonhos dele e dos sonhos dela.
Ele o alicerce dos dois e dos amados filhos.
Juntos tornaram-se um.
Juntos eles construíram a história de muitos.
Ele o alicerce dos dois e dos amados filhos.
Juntos tornaram-se um.
Juntos eles construíram a história de muitos.
Mas no que coube a sua parte do casamento, ela educou, amou, cuidou dos filhos, irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos e tantos que cuidou, orientou e corrigiu com seu jeito doce, generoso, trabalhador e forte.
A parte: Quantas vezes,depois de muito trabalho e esforço, pedíamos um copo de açucar para poder completar o mingau dos nossos irmãos menores. Nossa tia Marlene que o diga. Nos ajudou muito. Papai (contarei a história dele também) saia em viagem pelos rios a trabalho, e ficávamos com a mamãe sozinhos. Ela tinha que dar conta de tudo. Trabalhava para mãe dela e vendia comida em frente de casa.
Como foram difíceis seus dias, mãezinha.
Não tiveste trégua um dia da sua vida, e mesmo assim, foste feliz e fizeste feliz quem estava a sua volta e conviveu com a senhora.
Como foram difíceis seus dias, mãezinha.
Não tiveste trégua um dia da sua vida, e mesmo assim, foste feliz e fizeste feliz quem estava a sua volta e conviveu com a senhora.
Os adolescentes a batizaram madrinha de todas as turmas: a Turma da Izinha.
Ela, esposa do Sr. Álvaro, mãe da Suse, Simone, Allen, Adriana, Tatiana, Andréa, Ophir, Junior, Adriano, Adelson e mãe de netos, bisnetos, sobrinhos, irmãos, cunhados, noras, genros e de uma cidade que a ama como a um parente próximo.
A casa de número 41, na Avenida Getúlio Vargas, centro de Codajás, não terá mais o mesmo frescor de seus dias, mas nós, marido, filhos, netos, bisnetos e tantos que a amam, cuidaremos e zelaremos por tamanhos ensinamentos e deixaremos florescer seus dias do ontem eternamente.
Nosso paizinho sofre a saudade dos 50 anos de convivência diária, mas o amor de vocês, que perdurou há mais de 60 anos ou quem sabe, de outras vidas, irá seguir em nossos sangues por séculos.
Hoje quem conta a história sou eu e você que lê.
A história dela.
Da mulher de todas as mulheres da minha família e de tantas mulheres especiais do meu Amazonas.
A história dela.
Da mulher de todas as mulheres da minha família e de tantas mulheres especiais do meu Amazonas.
Dona Maria, minha mãe, amiga e companheira, que fez rir e chorar, que amamentou a tantos e todos, que beijou todos os lábios do seu amado esposo, filhos, netos e bisnetos, que foi a nora que cuidou dos seus sogros, a mulher que perfumou vidas e corações.
Se tivermos que escolher novamente a experiência em vida, escolheremos a senhora para ser nossa mestre e mãe abençoada novamente.
Se tivermos que escolher novamente a experiência em vida, escolheremos a senhora para ser nossa mestre e mãe abençoada novamente.
+Maria Izalinda de Souza Sobreira, faleceu às 17h12, no dia 15 de Agosto de 2017, vítima de uma enfarto silencioso.
Descanse em paz!
Sua benção, mãezinha.

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