Existem coisas que caminham com o homem antes do berço e caminharão com ele até depois da cova.
Escrever aproxima as palavras que habitam em meu pensamento, 'a um diálogo quase próximo, entre o homem e um outro que não seja da sua
espécie.
Diariamente tem cigarras cantando nesta época do ano na
Amazônia e bem pertinho da minha janela. Classifico esses sons como desespero
por um pouco de água para a continuação da espécie.
O Homem é assim, desesperadamente precisa do outro para os seus feitos, se não ele morre.
A vida é uma eterna comédia.
Bocage revira-se, até hoje, em seu túmulo de tantas gargalhadas do óbvio.
Precisamos levar porradas, sermos esmurrados pelo meio do caminho,
para acordar e perceber que foi da violência que foi feito o bicho homem.
Nascemos expulsos de dentro do ventre..
Tantos textos relatam fatos daqueles que foram enxotados e
expurgados do seio do que mais amavam ou se identificavam. Outros falam
também de formas de vida que nasceram até mesmo dentro do caos, e para estes,
tudo é a mais perfeita harmonia de existirem.
Nota-se que em tudo transbordam admiráveis revoluções que trazem, e continuam a contribuir, para grandiosas e significativas mudanças do equilíbrio em nossas existência e formação.
A modéstia faz com que fiquemos de cabeças baixas e
amordaçados perante o pensamento, asfixiando e envenenando a razão e a verdade
que estão trancafiadas em um poço sem fim de braços dados com a senhora ignorância que comanda tudo.
Voltaire riria até do que escreveu sobre o tema, e talvez
contasse de forma diferente este enredo. Colocaria o homem na condição de símio e vice-versa.
Machado diria que a Vaidade cura, e
enxotaria de vez, essa peste (modéstia) nascida no ventre da humanidade e que contamina a todos sem distinção.
.
Ainda bem que temos a memória, que não nos foi retirada.
E como serventia de consolo, as eternas Musas Gregas que nos deram como permissão o direito de
caminharmos exercitando os sentidos, fiquem com um riso diferente: de pena.
A questão é: Poderemos sempre levantar dos
mortos para aprender que na na vida é morrer e nada mais?
No decorrer do trajeto sempre encontraremos falsários. A começar dentro de nós. Estes teimam em usar os outros como desculpas para nossos próprios medos.
Observem: Estas são as pessoas que escolhemos em
vida, onde assinamos um tratado de plantão para assassinos tentarem nos
aniquilar diariamente.
Não nascemos para esconder nossos feitos em baús
O que está escondido tem que ser revelado.
Se somos livres é porquê nascemos livres.
Não somos escolhas, somos fato e solução.
Tenho dito, TS.

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