Não sou um objeto da ação.
Sou a caricia da palavra que escorre na garganta.
Se sou forte é porque sou fraca.
Trabalho como diarista da observação.
Minha produção não escassa e nem exaspera. Ela escorre por minhas pernas cansadas de pisar em
solos e não em ventos.
Escrevo por hora para a minha coragem que flerta com a minha
escondida covardia.
Esta covardia que exala das axilas tímidas, limpas e mal
cheirosas.
Apenas suo.
Apenas sou.
Dedico os momentos de folga e de trabalho 'a penhora que
dei a vida.
Alugo minha inquietação para a distração de uma liberdade que
malandramente flerta com a prisão.
Não comecei a pintar porque sei, comecei a pintar porquê as aquarelas se desprenderam de mim.Elas queriam pintar Universos.
Servi de modelo.
Aqui na minha insanidade tem um modelo de erro. Que este possa descompensar a dose certa de remédios na minha vida. Eles viciam e não curam. Adormecem a criatividade e empobrecem o ócio> ofício de gênios.
Não tenho mais expectativas.
Somente flanam em mim meus vis olhos expectadores.
Tenho dito,
TS

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