"Certa vez, cansado de galopar
sozinho, Pé de Pano sentou-se debaixo de uma árvore e olhou para a savana.
O sol ardia e as nuvens dançavam
em um céu imensamente azulado.
A claridade cegava naquele sol no
meio do dia.
Foi quando se lembrou da égua da
qual havia fugido.
Foi quando se permitiu olhar para
os cascos de suas patas e vê as feridas de tanto tentar fugir em vão.
Aquilo o fez recordar da célebre
frase que leu de um guru:
“Se amas alguém não precisas aparentar. Então podes
ser o que és. Podes deitar fora a tua máscara e relaxar. Quando não amas, tens
de usar uma máscara. Estás tenso a cada momento porque o outro ali está. Tens
que aparentar, tens que estar em guarda. Tens de ser agressivo ou defensivo.: é
uma luta, uma batalha. Não podes estar relaxado.”
Está frase havia dedicado a égua
de sua vida.
Mas cabia a este
cavalo arredio e sem estrada para rodar."
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A duras penas, Pé de Pano, percebeu
que o caminho, a estrada que antes existia, hoje não mais estava sobre os suas patas..... Mas o caminho, o caminho não existe.
Ele, Pé de Pano, existirá sempre e
com a égua que está e estará em seus cascos e lombos da vida que escolheu galopar eternamente.
Tenho dito.
TS
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