Me chamo T. S.
Eu me chamo. E quem me chama¿
"Alcovitei" um namoro que mudou a minha cara de brasileira e
este meu nome sonoro.
Emprestei aos artigos criados e gerados por mim, em fontes e
textos, numa ausência de compassos e sobriedades por puro deleite de não rimar com nada.
Dei a mim o direito de escolher o que quisesse, e escolhi
por mim.
Totalmente alterada sem alterar quem quer que seja.
Desesperada por mim e sem exasperar.
Feliz, sem felicitar.
Triste, sem entristecer.
Prática, sem praticar.
Complicada, sem complicar.
Mulher, sem afeminar.
Destemida, para fazer tremer.
Humilde, sem me humilhar.
Errada, sem titubear.
Certa por acertar.
Degenerada e totalmente degenerar.
A pedidos e sem pedir.
Se isso não fosse demais para tamanha criatura, diria
que “a pedidos” de um certo “eu”, ser T. sem ser S. e S. sem ser T. é uma delícia no concavo e no convexo.
Sou e estou com o poder
de escolher e de misturar.
Delicio-me neste famigerado e paralisante tremor nesta
prisão da minha própria ilha: meu Cérebro. Este que arrasto para um corpo surrado, que irresistivelmente, no comando de seguir adiante,
pois o inevitável, é seguir sempre e pra lá do ADIANTE.
Tenho dito.
T.S.

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