Faz tempo...
Um bom tempo que eliminei outro corpo de dentro de mim...
Um bom tempo de obsessão...
Faz tempo que abandonei a gordura e a descompostura em tudo.
Me assusto as vezes porque ainda carrego este monstro dentro de mim.
Falam em amor próprio e toda esta "sindrome de equilíbrio" que paira em todos na humanidade.
Este controle constante indisciplina a nós mesmos.
Este controle sobre nós mesmos e do que vem a ser um padrão dito social destrói a autenticidade e o que um dia chamamos de personalidade.
Faz tempo...
Faz tempo que deixei para trás, não somente 62 quilos, mas deixei também, uma mulher que somente lamentava as derrotas e enfraquecia o homem que andava dentro dela.
Tempo, faz tempo.
Faz tempo que eu não tinha tempo para mim.
Faz tempo que eu não me dedicava a minha vida como quem se delicia com um pequeno copo d´água para saciar a sua sede.
Faz tempo, tempo que deixei de pensar no tempo e decidi acionar a minha eterna imperatriz e sacerdotisa que caminha em meu conhecimento.
Faz tempo, tempo que não dedicava orações a minha Senhora Amada, Senhora Nossa de todos os dias e protetora de todos.
Faz tempo, tempo que deixei de ter fé e que agora retomei a crer na vida e deixei a mortalha em seus devidos lugares.
Faz tempo e fez-se o tempo.
O agora chegou para ficar como império de ordem vigente e revigorante em meus dias e por muito tempo.
Em dias de tempos de luxo este modelo de carro foi um modelo em meus dias....
Hoje em tempos de modelo de vida, eu tenho o luxo das minhas pernas como modelo de locomoção.
Tenho dito!
T.S.


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