"Um certo dia, ao percorrer quilômetros em uma grande Avenida,
o sol castigava a pele daquele jovem sonhador.
Perdido em meios aos fones de
ouvidos uma música suave contrastava com a urbanidade e seus sentidos.
Cansado de destoar de tudo o que lhe cercava, sentou o pé no
asfalto e mudou radicalmente sua vida."
A mudança foi o fim.
Na mesma se deu o início
Do café que ele bebeu
De lá nasceu o precipício
Tinha sabor de “Rim”
Dos cascos dos pés
Deu um novo caminhar
Dos calos que nele fez
Investiu do novo pensar.
Munido de tecnologia
Abriu brechas para a prisão
Do livre caminhar que teve um dia
Aprisionou, parou e pensou que seria a maior visão.
Voltou os olhos para sua arma
Aquela que havia esquecido
Sacou de dentro da mochila
Os venenos dos seus melhores amigos.
Os velhos estavam certo
Eles sempre avisaram
Que mais vale um conhecedor eterno
Do que um “desorientado tecnológico” abobalhado.
Hoje os pés falam mais alto
Na investidura do caminhar
Infeliz de quem decide
Da leitura se distanciar.
Tenho dito!
Tenho dito!
T.S.

Comentários