Quero uma prosa leve,
nada breve
A quero exaustiva e sem precisão.
Corto os pontos, as vírgulas e as interrogações
Chego ao ponto sem intercessão.
Poeta que é Poeta não tem linha certa
Tem sorrisos, ironia, saliva escorrendo na boca e olhos de
dragão.
Poeta que é Poeta quer lá saber se tem gente esperta
Quer é comer os fígados de meia dúzia de bandidos
E fazer um jantar em comemoração.
Poeta que é Poeta sabe dizer não.
Ah, Poeta que é Poeta
Tem punho fechado e porta aberta
Arrebenta o esconderijo da pureza ‘a solidão.
Ontem dormi cidadã
Hoje acordei Poeta
Amanhã sou uma vilã
E depois sempre Poeta
Hoje profissional, amanhã poeta "a liberal"
Hoje estou parada, estou na esquina
Amanhã de menina traquina,
Com um quê de Poeta e deslumbrante caos da imensidão
Deixo de ser ilusão e passo a ser exatidão.
Com um quê de Poeta e deslumbrante caos da imensidão
Deixo de ser ilusão e passo a ser exatidão.
Tenho dito
T.S.
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