Hoje fiz Obra.
Coisa pequena, mas Obra.
A Obra da desfragmentação da vida dos desfragmentados.
Catei cada uma das partes soltas por todo lugar.
Destas formei uma harmoniosa sinfonia.
E na regência, de cada ato na minha composição do todo, revi a majestosa possibilidade de rupturas.
Da liberdade das notas 'a grandiosidade dos sentidos
explodiu sem nenhuma pretensão um Ser a própria harmonia.
Da melodia nasceu a doçura do amanhecer, e nesta, vi a escuridão cálida do anoitecer.
Ali a quietude da madrugada se fez misteriosa, e com o alvorecer de um novo dia , se fez orquestra.
Toquei cada parte, montei cada pedaço de um novo mundo
repleto de realizações, todos que passaram não conseguiram absorver, mas foram absortos em tamanho arrebatamento
num crescente ante seus olhos, ouvidos, sentidos...
Silêncio.
Pausa.
Sorri com ternura e felicidade na criação.
Pausa.
Sorri com ternura e felicidade na criação.
A pureza beijou a fúria,
A força abriu-se para a candura,
O amor deu as mãos ao ódio,
A sabedoria abraçou a ignorância,
O arrependimento sentou ao lado da Liberdade,
A solidão sorriu e festejou com a fartura,
A individualidade dançou com a multidão,
O trabalho descansou com o ócio,
E o humano desintegrou-se no caos da formação do Universo e o respeitou....
Nesta criação, da maior sinfonia da vida, não coube ilusão
nem iludidos.
A imperatividade do todo cegou as fraquezas e medos do
pensamento delapidado pela dúvida e incerteza.
No som melódico dos cacos se fez morada de muitos.
Assim se deu a Sinfonia.
Sinfonia da desfragmentação dos desfragmentados.
Tenho dito.
Namastê.
T.S.


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