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Quando...

Quando todas as aberrações da humanidade são expostas...

...quando todos os sentidos que o homem civilizado apreendeu e despertou ao se descobrir no prazer...

...quando toda luxúria e devassidão ocuparam o lugar do algo mais e do além de si...
...o humano, fidedignamente,  tornou-se qualquer coisa do ser e rumou ao precipício.

Assim, o que o transformou em Deus, o conduziu para um arremedo do que fora um dia, e hoje, o resultado de sua obra maior é um bípede medíocre.

Nesta famigerada ascensão rumo aos píncaros da Divindade, a única diferença deste com os outros animais, que habitam a terra, é que esta  dita raça humana esfola, mata, desonra, violenta e esmaga com propósitos para servir os prazeres deste seu Deus: o Deus das Vontades.

Neste trono vazio o Deus ficou sem trono e a Vontade Soberana imperou.
E de necessária aglutinou-se e condicionou em série todos da espécie 'a uma nova raça que marcha rumo a aniquilação.

...Quando tudo o que existir não fizer mais sentido, este caos que o “Deus humano” forjou, finalmente, se renderá ao único Senhor, o “Senhor dos Fins”...

Por todas as caminhadas que desenvolvemos em milhares de gerações neste palco de tragédias e horrores sempre este ciclo se repetirá.

De nada adiantou  tantos anos de exercício do conhecimento para sempre estarmos a beira dos abissais descontroles e da negação da animalidade.
Salomão que o diga e suas intermináveis citações entre o ignorante e o sábio e a ignorância versus sabedoria.

Notem bem: a mais perigosa de todas estas traumaticidades é o discurso do famigerado progresso da espécie que em  nada progride, tudo estipula e estimula a correr para tal.

Uma constate e inevitável certeza paira na soleira da porta: é a busca incessante do poder sobre as demais espécies e o cajado do aniquilamento do “Senhor dos Fins” esta eterna roda de samsara vai e volta ininterruptamente.  

...quando todas as sociedades se unificarem...
...quando todas as nações derrubarem suas fronteiras e quando todos os povos falarem uma só língua, aí sim, todos nós veremos e vivenciaremos a grande fúria do “Senhor dos Fins”.(globalização)

A besta maior, Humano, está destruindo, a seu bel prazer, a única e maior riqueza- O nosso Lar- finalmente este exercerá a função para que nasceu e tem como única vocação: destruição e desgraça.

Neste caos, do Humano, nem a sua santa e própria raça sairá ilesa. Ela é o fim justificado. 
Nem o próprio “poder” vai conseguir erguer suas intransponíveis muralhas contra a implacável união das nações e do coletivo, e então,  a impunidade e banalidade das Vontades vai imperar e governará como o bastardo “Senhor dos Fins”.

Tenho dito.

T.S.



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