Os passos dados na vida, sempre
nos impulsionarão para algo que chamamos de paciência.
E ela existe de fato?
Por isso que gosto da bela frase de Simba no desenho O Rei Leão: "- eu rio na cara do perigo."
As explosões do imediatismo, as
facilidades em todos os sentidos, os acessos ao todo, nos fazem retroceder,
inúmeras vezes, ao ponto inicial em nossas ousadas empreitadas em se lançar no
mundo, e tudo, em nome da “paciência”. Fraqueza, isso sim. Fraqueza.
O cérebro e suas caixinhas de
surpresa chamadas “descobertas do Conhecimento” nos colocam ante ao semelhante
como incoerentes, e feito o fluir, nos fazem parecer inconstantes perante o
coletivo.
Deixe pensar o que quiserem, faz parte também.
Neste
processo todo, é você consigo.
Observe tudo e silencie.
Faça a sua parte.
Na
chamada camada de “paciência” da vida, os “Tribunais e seus juízes” farão a parte deles:
julgar, condenar, aprisionar, e todos os outros mecanismos, para conter o que
temos de mais potente: o fluir eterno das nossas dores do Conhecer.
Pensar dói,
mas seguramente, é a melhor meditação.
Pensar, é também, uma das
características da preparação do agir do animal humano.
A água circunda as dificuldades,
perfura rocha, avança em direção ao oceano, e nada a detém.
O cérebro circunda a
paciência (fraqueza), ele avança rumo'a horizontes e a si próprio, além de todas as forças
apresentadas e concebidas para tentar domá-lo, pois nem a loucura conseguiu
este intento.
O Conhecimento é imensidão sem
fim, que em seu silêncio, toma para si a sua soberania sem ter medo em assumir
com arrogância e todas as denominações de posse, aquilo que lhe pertence: o
desconhecido como Senhor.
As explosões são necessárias,
assim como o vendaval.
O vento nunca deixa de soprar, a
calmaria é somente ilusão criada pelo humano para se frear. Desculpas para a
fraqueza em avançar no Conhecer.
Dia após dia, ventilar suas ações
e ser “fluidez” feito os rios, alarga-se o caminhar e proporciona possibilidades infinitas do que
somos e temos neste planeta.
Somos tão importantes e especiais
feito as formigas.
Então, não dê importância ao que
faz parecer menos importante, a não ser, a si próprio.
Acreditar em si é um processo
difícil, mas é o melhor caminho a ser tomado. Falarão em egoísmo e tudo o mais.
Eles são tão iguais feito você. Afinal, somos ou não somos humanos neste
formigueiro?
ECCE MULIERE
A subjetividade foi sepultada pela objetividade, e fez da
humanidade um repetidor de suas ações. O eterno retorno ‘as Cavernas.
O que é belo de fato?
Quais belezas são bases para ser belo?
A beleza passa ser um objeto e uma
vontade treinada aos olhos.
Tudo condicionamento e manipulação da mente.
Ilusão, mera ilusão.
A arte está sendo sepultada a olhos vistos e nos deleitamos
com cada detalhe desta morte premeditada. Imbecis, nos entregamos a esta “tecnicidade”nas
profissões, que engessam os artistas que há bilhões de anos estiveram montados
em quatro patas. Retrocesso?
Quanto mais navego nos sites de cultura do meu pais, em
especial o do ministério da cultura, constato a dificuldade em produzir e fazer
uma arte independente. "Emburrocratizar" a cultura e a arte, estreita o artista.
Esqueceram de avisar que arte é fluir e não emperrar. Esqueceram de dizer que
arte pode vir a ser negócio, não a prisão para o vulcão do gênio criador.
Navego e vejo editais e mais editais num site confuso que
diz ter uma seção exclusiva para todas as regiões do pais. Encontro a região
norte. Clico. O nome Manaus, difícil de ser encontrado. Mas caminhemos. Um dia a
cobra vai fumar! Enquanto isso caboclo, tem que dormir na rede e dominar na
rede. Este é meu campo de atuação, por enquanto.
T.S.

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