Na minúscula forma de um camundongo, camuflado e sorrateiro, em nada, nada na vida vale a pena, quando para nós, temos que montar nas costas deste roedor se somos elefantes desajeitados e medrosos. De que adianta, então, alimentarmos o pequeno para se tornar grande se não nos cabe em proporção perante o que somos e representamos?
Que insistência sem fim, nossa de humano, em adotar algumas práticas e inúmeras
maneiras para condicionar nossos cromossomos em classes distintas. São tentativas
para que não esqueçamos que somos todos interminavelmente um amontoado de
coisas da própria natureza?
Seria uma forma de movimentar o que é nosso naturalmente, ou uma forma em bloquear o que é natural?
Oras, o óbvio é esta irremediável forma de tudo que há neste planeta doente
da porra, é a única verdade "verdadeira".
Que espécie é esta que rasteja neste chão e não vê que é
prisioneiro do condicionamento que deu a si?
ABESTADOS ADESTRADOS.
Quantas besteiras que nos fazem e deixamos conduzir, condicionar tudo para perder o nosso precioso tempo de vida com o que não seja o que tem interesse de fato: nós.
Não, para os outros, e sim, para nós, Certo?
Mas, o que somos e o que nos restou?
Mas, o que somos e o que nos restou?
Ainda bem que nesta situação toda, tem uma máquina humana boa. Basta retomar os frangalhos da mente destruída que ela restaura numa boa e sem cicatrizes.
Quando aciona o conhecimento de forma gradual, de dentro pra fora, da vontade nascida de dentro, na subjetividade do seu Eu, apodera-se do maior bem da humanidade: a real condição da nossa espécie por meio do conhecimento individual e indivisível. O seu senhor e seu dono.
Nasce na esfera do observador a crua e perfeita meditação do todo.
Os detalhes são intrinsecamente despertos, e nada, escapa aos olhos perspicazes do real Observador.
A natureza escolheu ser naturalmente ela, e deu no que deu: Ela sim, é a maior "filha da p..." maravilhosa. Exerce o que é
sem idéias e opiniões. Age somente porque é dela: agir e mover-se em seu estado natural.
Impulsionou a vida a evoluir (coisa que nem ela segurou) e
a própria mutabilidade torna-se a sua identidade única, um processo natural das
coisas.
O homem que aprisionar o humano em seus cárceres de observatórios prisionais.
Sou descarada e petulante em afirmar que os escritores
sempre serão a bússola destas insistentes máscaras que a sociedade adota para si: o constante estado de ilusão, 'a enfrentar sua natureza tão perfeitamente natural, animalescamente mutável.
Na evolução desta grande colmeia, ao passo que grandes
escritores ao olharem sua próprias trevas encontraram espaços em papéis brancos,
sujos, surrados e novos, uma fria e real saída por meio da linguagem e da escrita, nos oportunizaram e oportunizam continuar
a acender a luz do Conhecimento em nossa
espécie.
Incomoda-me as terríveis e insistente voltas que os “hakers bípedes”
e “vírus humanóidico da modernidade" tenta em querer atacar quem está de boca aberta e
faminto, ávido como um bebê para ser saciado em sua ânsia natural do
conhecer. Tontos pela superficialidade, são presas fáceis para quem chegar.
Por passar anos debruçada no campo da observação e passando na pele,
seguramente, falo com propriedade de como manipulei, fui manipulada por estas bandas da vida.
E a creia, tudo é atingido e em todas as direções.
É
importante no processo que passamos neste planeta, ter a esta frieza em observar a própria
canalhice que está residente em si.
Nem todos tem culpa de tudo.
Sempre chega uma hora em que já sabemos amarrar os cadarços verdadeiramente.
O foda, é saber desamarrar e andar descalços. Ai, sim. Aí é o maior encontro consigo e com tudo o que se permitiu,e permitirá, a partir destes entendimentos.
Nunca me encaixei bem neste papel ,e por isso, nunca o
exerci.
As inúmeras indagações caminham antes de minha consciência
atual, desde que eu me dei por gente lá nos idos dos anos de 1970.
Com este "comichão eterno do conhecimento", me fez por certo, uma anti-sociável.
Uma dicotomia até. A área que escolhi, comunicação, me fez ouvir:"-Tu precisas ser vista”. Eu
pensava: “-Mas eu me vejo. Quem mais precisa me ver se eu me comunico comigo também? To errada em querer me ver?” Foram longos anos de culpa.
Hoje, calmamente, respeito o meu inconsciente e tomo o pulso da coragem para lutar sempre por mim. Na verdade, temos naturalmente, como todo animal, o
instinto de auto-defesa e preservação.
Fazendo esta fria análise, noto que sempre lutei por mim e assumi o meu pessimismo e desespero em aceitar o inevitável: a minha linda solidão profícua.
Nela reside a mais firme das certezas: o encontro com o meu Eu
dolorosamente eterno e forte, combalido alguns anos por mim mesma.
E é nesta eterna canção em trilhar meu caminho nua e descalça que tenho a minha Trilha Sonora" de hoje.
A
sua trilha sonora está pronta?
A minha já tenho, e ela é mutável conforme as estações do meu Ser.
T.S.


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