O "Circo" que antes era a grande diversão da criançada, a
grande alegria das cidades do interior, por dentro e por trás das cortinas,
sempre existem mundos de dor e sofrimento, feito tantos na terra.
Animais humanos que aprisionam e controlam animais da
própria espécie (porque somos assim) com risos treinados e maquiados para um palco
de dor e horrores pagos no dia a dia, soam mais comuns do que as "pseudos" guerras anunciadas.
Quando chutamos o pau da barraca do "Picadeiro"com todos
dentro, a vida segue e o espetáculo continua em cena.
Os contorcionismos da vida precisam ser vividos por contorcionistas. Por mais que os malabares e outros estejam preparados, um dia despencam.
Os grilhões que nos aprisionam ao "Picadeiro" após
arrebentados, não precisam ser carregados para sentir a Liberdade.
O "Circo" e o "Picadeiro" não caminham com esta.
Alforriados por nascimento, a palavra liberdade tem que ser banida da humanidade e fazer uma máxima e não um valor a ser conquistado ou almejado, e sim, algo natural e que não engorda.
- O que de fato nos falta?
- O que é necessário para fluir?
- Como suprir as demandas do pensamento?
- Qual a melhor forma em direcionar potências?
Temerosos de novos desafios, o homem do século XXI
aprisiona-se emocionalmente ‘a condições impostas pela sociedade e por si. Limitando-se ‘a sombras do que um dia quis e sonhou ser e lutou, a seu modo para sê-lo paralisa-se.
A vitória se tornou mais importante do que a disciplina e a natureza em si.
A derrota passou a ser objeto e amigo constante do vicioso sujeito.
A própria sociedade tornou "démodé" o ato tão natural do humano que é sonhar.
Produzimos tanto
diariamente que não limpamos as arestas do pensamento para aquela reflexão gostosa de si.
Aquela delícia em se observar.
Castradores seculares.
A nossa obra, que se tornou esquecida, passa a ser conjugada aos
quatro ventos e cantos do "Picadeiro". E quando chutam o pau da barraca e cai (hum), a coisa fica
feia.
Facinho, facinho nos tornamos máquinas. Nem o próprio Blade- O Runner- daria jeito (talvez o Blade, matador e caçador
de Vampiros, decida nos dar goles de sangue e acorde os acordos doentios que fizemos conosco ao incapacitar as nossas capacidades).
Aí sim, caboclo, a coisa começa a evoluir.
Na verdade são muitas teorias e poucas práticas.
Repetidas práticas e quase nada de práticas fiéis.
Corriolas adaptáveis.
Mutantismos exagerados.
Originalidade robótica, biônica.
A humanidade adaptou-se a adaptar-se.
Mudando este homem livre o aprisionamos em cárceres da inconsciência adoecida em "Picadeiros" e seus paus da "Barraca" desta grande lona chamada vida fétida e crua a coisa vai funcionar?
Feliz de quem não mora em Lonas, e, é frequentador de Zonas!
Conseguir viver consigo e na montanha é mais simples do que imaginamos.
O foda, é que não queremos o simples, ele não interessa.
Só depois de um tempo, uma grande perda de tempo, ele -o simples- se torna aprazível e confortável. Melhor amigo e tudo o mais.
Difícil demais cada detalhe (bem o sei): respirar, opções, escolhas,
decisões e tudo o que envolve mudança, consequências e suas aplicabilidades comuns da dinâmica. Blá,blá,blá, e daí?
O humano só é o super humano em sua plenitude se assim o
for.
Sem convenções e com suas convicções.
Decidir por si é a ruptura.
O parto mais dolorido.
Em contra partida o mais natural.
Ler gibis ainda nos deixa ágeis e não imbecis!
T.S.

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