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Breve introdução




“Adentra 'a sala ávida em saber quem poderia ser o desenho do seus mais ruidosos pensamentos.

Ávida em poder ter atendidos os escondidos e misteriosos instintos, que nem mesmo o mais perspicaz e destemido observador atento, poderia ter acesso a tais conhecimentos clandestinos.

Ela por si só causava e gerava uma ebulição enebriante por onde quer que pisasse ou adentrasse com seus adoráveis pés brancos.

Toda sua formosura e brilho singulares, sempre deixaram uma aura de alta voltagem ao seu redor. E dominadora, consciente, sabia muito bem como fazê-lo.
Olha em volta. Analisa, e, mesmo assim nada a detém.
Tudo a entendia e a faz, como sempre, refém de si e de seus mais velados e sombrios pensamentos.

Tão absorta em seus devaneios,  nem percebe que do outro lado do da sala, está uma presa tão única feito ela própria.
Uma presa que quer ser a mesma caça da própria beleza e das indagações que a esma carrega. A presa da animalidade parental.

Então, sem titubear, este  mesmo estado que se encontra em tamanha beleza, avança  percorrendo a distância que os separa e vem em sua direção como uma flecha fitando o seu alvo em silêncio e sem errar. Passos largos e decididos, diz bem próximo ‘a estupefata com respiração ofegante, sussurrada ao seu ouvido.
-Sei o que és. Sei o que procuras. Eu lho dou- Falou fitando-a como se não quisesse perder um movimento sequer.”



Enebriante esta breve introdução, não concordam¿
Ahh!!!

Como sei que cada uma das histórias contadas em vidas e mais vidas, atravessando eras e mais eras, nós humanos nos construímos em tantas formas e tamanhas formas, que nem nós mesmos  nos demos oportunidades de desconstruções do nosso próprio sufrágio ou do nosso próprio grito.

Grito de Liberdade por algo que não queremos acreditar, saber crer, e possuir.
Liberdade que nem sabemos que é livre.
Ávidos por algo que se forma dentro ou fora, sociedades empurram sociedades ladeira abaixo, como se fôssemos comandados por uma avalanche que desce montanhas  e nos pressiona uns contra os outros, amontoando-nos em pilhas e mais pilhas de conflitos mal solucionados  e de repetições por gerações em gerações.

Caos, meus amigos. Caos.

 A tensão gerada na cena acima citada entre duas pessoas,  carrega exemplos de sentimentos e vivencias geradas e criadas nos mais profundos quereres  e convívios sociais de séculos em séculos.  Se pudéssemos claramente ser o que queremos, e não esconder o que, seguramente não teríamos tabus e limitações para agir. Hoje, o que se tem construído não serve de garantia para que sejamos livres ou exerçamos esta tal Liberdade.

Todos. Todos presos em seus castelos do caos instalados com a globalização e tantas outras ferramentas da dispersão.

Que país é este?
Que país sou nós?
Como atuar dentro do que foi criado nesta Nação?
No que nos transformamos?

Sê. 
Sê esta jovem e este jovem que estão em nossas mentes, ávidos e afoitos  por encontrar, não da forma romântica exemplificada, mas da forma natural do que se quer  para si, para o país e em consequente para o Mundo.
É saudável, ágil, soberano, e garanto, não engorda.

Sabe...
Levei um tempo para caminhar, mas caminhei.
Levei  décadas pra fazer história, mas fiz.
Levei um tempo pra construir, mas labutei diariamente.
E ainda estou fazendo, indo e ando tudo.
A era da desmistificação do século desta “globalização”, já era.
Deixemos o que é da era, para a era.
Nos entreguemos a necessária degenerescência do caos.
Não tem que ter medo de aprender.
Retomemos esta paixão nata tão necessária para alavancar sociedades mórbidas e obesas de tanto tudo e pouco nada.
A sociedade do caos eterno precisa fluir.
Sem dor e perdas não há construção.
Obedeça a própria natureza que um dia fora natural.
Entre na sua sala e avance o território.
Venha pra sala da beleza e da feiura e veja que lá no fundo ainda existe um bom Partido pra se chamar de seu “Animal’.



T.S.

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