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Vivemos das vozes que nunca ouviremos.


Segundo a wikpédia e alguns dicionários, a definição para a palavra Eutanásia é de origem grega ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista



.Perai! Deixa ver se eu entendi! Praticadas por humanos em humanos, certo? Mas...Somente em humanos, certo? Este humano não é a supremacia da raça sobre as raças?Então, ao matarmos tantos e tudo não é uma prática de Eutanásia? Ops!(engoli em seco).



Definitivamente  orgulho destrói toda a visão de toda periferia, do entorno, e por mais vezes, repetidas vezes, o poderoso da Linguagem- este humano chamado superior das raças da terra- sempre se imporá e irá se sobrepor as demais raças do planeta.

O poder sempre estará para o homem como para a própria existência da espécie e de tantos outros animais.
Devido este cálice de sedução chamado Poder é que reinamos absolutos em nossa ganância de predadores, canibais, antropofágicos e desleixados de tudo e todo.

- Valei-me! Assim caminha a humanidade sobre este tapete de excrementos e belezas.

Que interessante ver que raças e mais raças fazem sua parte para sobreviver e permanecer ativos em seu habitat natural ou não, com seus famosos “instintos de sobrevivência” (que nada mais é do que ser natural) e não ter medo de bicho algum. 

Resultado, lambidas de Caim como já dizia O Bruxo, Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas.



Nestes grandes ditames impostos com regras absurdamente desregradas, formas de agir isoladas ou coletivas, surgem com a supremacia desta comunicação e linguagem falada, conduzida, induzida, escrita, visual, sentida, manipulada e sabatinada até as raias da loucura, uma verdade inconteste e absoluta criada e direcionada para massas que as aceitam sem perceber. 
Tornando-se hábito e coisa comum.

- Me poupe, hein papito?!

Quanta poesia ainda nos cabe.
Esborrache-se dentro dela.
Da poesia dos instintos e não de distintos.
Quando permitimos matar este ser natural que reside em cada um de nós, este que nunca encontraremos explicações nem nas mais remotas profundezas do mar e dos universos...
Estes iguais neste planeta,
Este ser que se impressiona, emociona, encanta, sorri, chora, vive em bandos...
Nós estamos, também, assassinos da grande sacada do homem: a arte que age em movimentos profundos, e posteriormente, externos.
Este homem aqui da prosa e do verso.
Este aqui das teses e das antíteses.
O mesmo das palavras erradas e inúmeras formas.
Dos romances, contos, histórias, pesquisas e por ai vai.
Este que pode avançar em tantos detalhes que seja esta brutalidade, necessária e desnecessária do convívio.

- O pensamento está para o homem artista da palavra e da linguagem, assim como ele está para as duas pernas em que caminha.
.
A mente precisa respirar novas idéias.
Reciclá-las em si é renovar-se constantemente.
Já sabemos que somos filhos da Dor e Pais também..
Isso não discordamos.

Em meio a guerra e a dor são travadas grandes batalhas para poder evoluir ou matar quem é mais fraco perante esta força, este poder.
Um poder mais silencioso e gerador de todos os outros. O poder psicológico, o poder da linguagem.
Ferramenta chamada Eutanásia, sim. Por que não?

Matamos para produzir mais nas câmeras de gás da vida e pátios de concentração.
Comemos carnes, produzimos carnes, esfolamos, poluímos  produzimos lixos, humilhamos. Tudo com a bandeira da diversão, diversidade e do melhor do prazer. 

- E ainda brincamos de ser sustentáveis. Uma ova!


Produzimos uma grande fábrica de vontades.
Fizemos que toda a terra nos service sem se preocupar como seríamos servidos, nem com as causas e consequências.

- Hoje, mais arte, por favor. Mais pensadores desta sociedade falha e sem rumo que somos. Chega de lixos em todos os sentidos.
Dê vida e vida. Evolução.
Porque nem dos ossos dos mortos tomamos cuidado.
Uma sociedade mais justa não se ajusta da forma que está. Se ajusta?


- Façamos assim, vou malhar e você também, ok?
Afinal tenho que me preparar para esta guerra que virá.
Que tal mudarmos a alimentação também?
Menos carne, mais tempero, mais coisinhas preparadas em casa, plantadas no apartamento. Hortinhas fazem bem.
Olhe o que come.Veja o que veste.
Observe o que consome.
Somos ou não somos o que vivenciamos e ingerimos?
Não é fácil, eu sei.
Diariamente luto contra isso. E tu também o faz.
Não anuncie, faça.




Témaisvê!


T.S.

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