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Dois dedos de Prosa

O nosso grande Pais de dimensões continentais, o nosso Brasil,  sempre passa por mudanças significativas.
No momento em que nossa gente: eu, tu, garis, estudantes, intelectuais, trabalhadores braçais, pessoas comuns e incomuns, e etc´s e tais, dividem pensamentos e atitudes, requerem o seu grito por "passe livre”, valores justos a serem cobrados no transporte coletivo...etc e etc...
Lutamos por "algos mais"
O nosso direito ao "Passe Livre da Democracia" há tantos esquecida nos sonhos dos nossos pais, em lutas por um Brasil melhor há décadas atrás.
O livre passe de dizer não. 

Não: a corrupção desenfreada;
Não: a espera em filas por tudo;
Não: a falta de educação nas escolas e em graduações com qualidade;
Não: a violência, onde nós cidadãos comuns, presos em nossas casas feito reféns de bandidos soltos em congressos e nas ruas fazem o que querem de nós população comum.
Não: a corrupção;
Não: a democracia mascarada e sem sentido, onde nos obrigam a ver circos de desvios de verbas e genocídios a olhos nus. Onde nosso país é motivo de risos em todos os quatro cantos do mundo nesta panela de horrores que nos tornamos (tanto no campo monetário-econômico, quanto em áreas da distribuição igualitária dos direitos a vida).
Não: a todo engrandecimento e favorecimento direcionados a punhados de políticos e empresários. Tudo isto em detrimento de tantos que buscam uma luz ao sol com suas pequenas empresas e pedaços de terras para produzirem, e em sua maioria, quase nada conseguem.

Não, não e não.

Em meio a tudo isso, tudo isso...
Digo sim.
Sim aos caras pintadas de lágrimas, sonhos, utopias, coragens e luta. 
Sim a este Brasil que com sua luta por “Passe livre” tenhamos de vez e de verde e amarelo, o nosso “Passe livre” para o verdadeiro exercício da Lex maior

“ TODOS SOMOS IGUAIS PERANTE A LEI” .

E como eu dizia se somos iguais perante A LEX.
E nesta agonia sem fim falece, perdemos um dos que lutaram pela consolidação do brega no Amazonas, um dos grandes caras que embalou corações em nossos dias de amor e solidão- perdemos Abílio Farias e ficamos com nossa “Cultura da Bílis Farinha”- Uma cultura esquecida que vomita sem parar por um pedido de salve-se quem puder ou nos dê o “Passe Livre”por uma farinha mais baratinha.
Farinha tão cara feito ouro vomitado por essa Bilis escrota de tanto lutar por um punhado de nós e milhões de vozes esquecidas nos ricões deste imenso continente chamado Brasil Amazônia, Amazônia Brasil. 
Nos embale, Abílio. 
Embale este Brasil que não é diferente dessa nossa Amazônia da cá.
Embale com o seu brega que não sossega um País de mudanças Mil.
Boa viagem, meu querido cantor do Brega, muitos tem a dançar agora por onde estiveres.
Junte-se a tantos queridos a citar Anibal Beça, grande defensor da Cultura do Norte.
Sim.


Dou um “Passe” em todos.


Paz e Amor.

T.S.

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