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SEM TÍTULO- desnecessário






Escrever tornou-se a forma mais viva das mídias disponíveis na atualidade. Comento sempre em minha alcova, com meu amor, Alex, que nunca devemos partilhar das definições adquiridas no decorrer da vida para que não “entreguemos o ouro ao bandido”. E quem é mais bandido além de nós e nossas definições pré- estabelecidas?

Inicio assim.
Aqui, inicio assim por hoje.

Decidi retomar estudos em minha vida. Voltar a vida acadêmica me fez reascender os tantos milhares de escritos que carrego, e que nos últimos anos, eu os guardei e debrucei a minha voracidade. Vi que necessitava ser apreciada por mim. 
Depois de muito sofrer e pelejar, meus amigos, decidi me expor. Exibir mesmo a Tatiana que estava pronta pra nascer. 
Falo mesmo: -Ela, em todos estes últimos anos, pensaram estar quieta, sumida, ou em fase de algo que tudo (em nosso juízo) julgamos saber do que se trata. Ah, e também o comentário (que já o fiz também) de que..."A fulana é mais uma que se fodeu!"

Gozado. 

Sim. 
Eu me fodi. 
Opa, palavrão!

Isso mesmo. Eu me ferrei toda.
Virei mulher e decidi me ferrar toda. 
Eu dei todas as chances e oportunidades ‘a minha vida e mente, que mereceram, e merecem para ser o que ela queira ser: Vida e Morte.

Pedi demissão.
Pedi solidão.
Pedi desilusão.
Pedi acordar.
Pedi calar.
Pedi, pedi, pedi...

Tanto que pedi, que quando veio, eu já estava com saldo devedor.
Toda estourada eu tinha que sanar cada um dos meus merecidos pedidos atendidos. 
Pirei, minha gente. 
Engordei 30 kg, pensei... - ó!,me destruí!

Sabe. 
Descobri o óbvio: sou boa em destruição e revelar os destruídos.
E depois de tantos anos em escalpelar a minha deformidade com imensa ignorância e brutalidade, respirei e vi que esta ignorância não se tornara menor do que as outras que existiam (e ainda existem algumas), ou que, deram lugar as existentes.

Ser homem não é fácil, eu sei. 
Deixou de ser a questão.

Curiosamente, Einstein fora tão brilhante que ao morrer, alguns estudiosos (investiguem pode ser mito, mas dá uma pitadinha a leitura) pediram para analisar o cérebro do gênio. Ao abrirem o cranio verificaram que o mesmo era do tamanho do de uma mulher, ou seja, 



AMO SER MULHER.

Repito, é fácil ser Mulher.
Opa, retifico (risos) Não é fácil ser homem.
Imaginem mulher? Muito fácil sê-la- (risos-prefiro gargalhadas altas).

E tudo, tudo iniciou por eu pensar assim.
Hoje é meu prazo final para escrever. 
Os prazos que me preestabeleci em escrever semanalmente, e neste prazo, dia das mães chegando e tal, homenagem e tals e tals...escrever pra elas e tal, mas,...mas,...mas....(como diz um amigo jornalista.... Mas...mas..mas...) a prosa tá boa e eu quero descambar pra outro lado, puta que o pariu!

Como é bom falar e escrever.
Se mostrar, expor, revelar, escancarar, exibir, despir, dizer que é mostrado e ser mostrado...Vixi...

Falei sobre isso hoje na alcova de novo. 
Isso mesmo...
Nos tornamos resultados de uma exposição sem limites e controle.
Buscamos tamanhas profundidades porque, simplesmente por vezes, demanda tempo e “esforço” para ler mais. 
Um mostrado que quer ser inteligente ou algo que não seja. Certo?

Equivoco, mero equivoco, caros leitores.

Mais uma vez nos permitimos a não contar com o que as pessoas buscam nos dias atuais. 
Marcos Ferraz, grande amigo e colaborador de parcerias em escritas, sempre afirma que temos que ir uma oitava acima, mas de quem, meu nobre?

Não posso mais do que sou. 
Sou isso mesmo.
Amanda diz que eu escrevo filosofias vãs, ela tá certa. 
Até filosofias rãs.
Saltam que é uma beleza!

Desfigurados em tudo e, desconfigurada cheguei, mais uma vez a um ponto  que foi o inicio.
Isso mesmo! 
O óbvio ao findar tamanhas analises cheguei ao início. 
Descobri a pólvora. Morram chineses! 

A graça em tudo, é tão simplória. É uma Graça.
Sofistiquei para simplificar.

Alex diz que - mulheres feito eu acabam sozinhas. 
Discordo veementemente.
Mulheres são Senhoras de sí, nunca estão sozinhas consigo.
E por isso insisto na vida a dois que temos, além do que, somos em nós individualmente  e buscamos para o hoje e sempre.

Hoje pela manhã viajo novamente e sempre em busca do mais longe para entrar mais dentro. A ida ‘as minha origens tem sido a forma mais saudável de encontrar...digo encontrar, novas maneiras em ver o que sou, ou despertar o meu eu de sempre.

E tudo porque pensei em falar sobre mulheres gigantes e que influenciaram épocas e foram perdidas em anos de servidão e exclusão do mundo. 

Mulheres singulares: 

Leila Diniz: sua medida certa sensual e casual- entre tantas qualidades que possuía, afirma esta forma da percepção do feminino (que habita em nós) nos idos dos anos de 1970; 
Maria da Penha: pleno século XX muda a vida de milhares de mulheres em nosso pais ao ser destruída e segregada pondo a prova a sua LIBERTAÇÃO  e  se  torna PRISIONEIRA da cadeira de rodas (simbolo de uma dor que não se apaga ao ser espancada quase até a morte por seu companheiro- com ele nasceu a Lei, que com o nome de Maria batizou, e assim desta dor, Maria deu origem ao grito de "libertadas" e proteção 'a mulher violentada e muito mais); 
Fernanda Montenegro, Monte Negro da sabedoria- ao pisar, com suas sandálias de aquarela viva do nosso Brasil, demonstrou a força das caras (feminino) pintadas, usadas com o tempo, choradas e derramadas em lágrimas, sorrisos, emprestando seu pensar e corpo a personagens que embalaram o lúdico 'a um pais chorado de repressão e repressores. Noticiam que a mesma no Congresso Nacional Brasileiro contribui para que muitos repensem antes de tomarem qualquer decisão, e isto se dá somente circulando nos corredores do Senado e por ali e por acolá, lararí, larará;
Cora Coralina, “a pequenina gigante”: de família simples, a doceira de mão cheia do centrão do Brasil, escreveu a vida inteira e nos presenteia com suas obras com coisas de um Brasil que o Brasil tenta matar desde sua colonização, e ela, Cora guerreira, como alguns escritores de punho firme, nos lembram o que não devemos esquecer, de nossas origens. 
Clarice Lispector: que mesmo sem saber ou sabendo o que vem a ser o depois do que escreveu sobre Liberdade, libertou com sua audácia e crueza dos escritos a liberdade maior feminina- a de ser o que eu quiser ser e quando quiser ser. Libertou a liberdade dos grilhões da definição dela, da própria liberdade. Libertou a liberdade. Deu a Liberdade outro nome, a “Desliberdade”.
Anita Garibaldi: mulher da parte fria do pais, esquentou os corações de uma guerra ao lado de seu esposo. E que, nem mesmo a força de centenas de milhares de homens, fizeram de Garibaldi ser Anita. Anita assinou e adotou um nome que libertou o pais, e o nome adotado por Anita se tornou seu e não dele. Nosso Brasil, lá no Sul, também por ela, nunca mais ficou órfão e estamos resguardados por na ponta de baixo do Cruzeiro no Sul + ; 
Maria Bonita: nem a valentia de Corisco e a braveza de Firmino o Lampião fizeram-na recuar. Com sua postura de senhora de si- e não era somente postura- em sua vaidade, perfumava um agreste e representava a personalidade forte das mulheres nordestinas e mesmo assim ainda era agridoce. Na ponta de sua faca e nos deslizes de suas pernas, Lampião venceu e ganhou o mundo do Nordeste, alçando voos que eu trago hoje na garupa. A coragem de minha linhagem fugida  foi um dos que fizeram parte deste bando, e hoje, eu estou escrevendo aqui da minha cama com outras armas para todos vocês. Gratitude, Dona Maria.

********E eu ainda nem falei das mulheres.*********

Estava falando sobre esta minha capacidade de criar soluções para o que me cerca. Pegar esta minha mente, que desde miudinha percebe tudo e decidi, pois amo comer pimentas, apimentar mais e mais.

Nos ensinam tantas crenças, mas não nos ensinam a pensar, né?
Nos ofertam tantos nãos, que nem sabemos mais como questionar, né?
São tantos pastores que nossas ovelhas (idéias) nem sabem o que são de fato, certo?
Pois.Ordenham nossas condutas, embalam nossas alegrias, e quando queremos respirar, sempre vem mais uma situação (permitidas por nós, claro) e novamente mais um “pastor das idéias” para ordenha tudo. Senhores de nossos destinos.

Há alguns anos, conforme citei inicialmente, o nosso papo bem arrumado (risos) decidi desconfigurar o meu HD e reinstalá-lo depois de devidamente "beckupado".
Deu no que deu.

Arrumar o verbo e premeditar a exposição desta conclusão tornou-se o meu agir. Esta minha manifestação do pensar em movimento, ou se preferir, o meu eu silencioso não agradou. Vixi! 

Nem eu sabia. Imaginem quem me amava, e me ama e acompanham na vida pessoal e profissional? 
Ninguém entendeu nada. Conclusão: Muitos anos depois, os troncos e barrancos de demissões, brigas, pre-julgamentos, perdas, ganhos, fugas e renuncias, obtive algumas vitórias e uma delas, reitero, foi o óbvio: ainda estou viva e estou bem.

Quanta arrogância deliciosa.

A frase mais clichê é verdadeira. Pasmem. 
A Verdade não existe. Ó!? risos
Não há verdade absoluta (PQP), ganhei na mega-sena, descobri a pólvora e novamente os chineses se foderam! 

E descobri mesmo, gente. 

Já perceberam, certo?
Comecei a me curar- se é que eu estava doente.
Renasci da experiência que fiz sem perceber.  
Da vivência do medo que se tornou o meu parceiro fiel e escudeiro das horas mais difíceis. 
É.  O medo tem sua função também por um tempo.
Ele não me abandonou um instante sequer. Pense num negócio fiel?!

Tudo é verdade para quem vive, dos vera mesmo. Mas eu falei que não há verdade.
Pois é.
Com este meu pensar, vi que tudo em minha vida era uma grande mentira, ou melhor, que eu precisava urgente rever meus conceitos e mudar devagarinho.
No trajeto, perdi tantos amigos e amores que não me compreenderam, também coitados, nem eu sabia me explicar. 
Eu peço perdão e os perdoo. 
Tudo passa mesmo. E nós morremos mesmo.
Mas não prometo não fazer de novo. 
Vi que sou tão falha, que amo e odeio isso. 
Mandei até Deus ir embora, e ele também, nunca me abandonou.
E cada um tem seu Agora.

Aprendi a nunca desmerecer o que é do outro de uma forma lenta,e com isso o outro duvidou de mim e não mais decidiu crer no que via. 
Silenciei de uma forma para não parecer louca perante meus amigos e familiares e sim ser louca pra mim.
Passei a ser um ser muito mais observante. 
Já era quando pequena. 
Retomar o processo e está fluindo mais e mais. 

Agora, com quase alguns anos calejados de vida e da vida, emagreci 18 kg, e graças ao meu doido processo embrionário e pela paciência de alguns poucos que não fugiram de mim e a paciência de meu namorado, nem sei se depois de hoje ele ainda ficará comigo, estou aqui. 

E digo, hoje a minha verdade é isso: a incoerência da coerência. 
Amanhã posso ficar doente de novo, mas sei que poderei caminhar mais firme e com cautela ou sem que tudo está bem.

Mais de 500 poesias, Livros de lendas, contos, frases, desenhos, mais de 300 músicas, dedilhando flautas, violão, adquirindo vida e mais vida, todos compilados e no forno. Todos escritos e compostos por mim e a contribuição de alguns escritos em parceria. 

******Viva o ócio não premeditado! Viva a vida.*****


Este ano estão todos saindo. 
Definição? ah... eu diria que estou aperfeiçoando ou emburrecendo o meu pensamento. 
Só cuido para que o meu animal mais feroz, livre-se da civilidade, e deixando o meu bicho, (como o Alex diz) ser ele. E eu o amo tanto...
Somente 20% desperto. Se cuida Brasil. Abram os olhos mundo.

Bem minha gente,meus amigos. 
A vida é vida. 
E tem dessas mortes, fazer o que! Fazer, né?  Ou melhor, morrer! 
Temos que ter a certeza de que não temos definição certa de quase nada na vida, só da morte. 
Não é ciência. Não é misticismo, crença, dogmas,etc.
Não é nada. 
É!

Voltei a cantar.  

O canto me deu e dá Liberdade a Loucura. 

Dei ao meu pensamento não somente a escrita, mas dei também, o que eu ganhei de presente com a genética= a minha voz, e de brinde, dei a ela o meu canto.
Sopro em flautas. 
A Flauta que, como tudo em minha vida de forma autodidata, aprendi com treino e dedicação. 

Há um sábio que diz “ O homem nasceu escravo daqueles que repudiam a submissão [...] na floresta não há escravos.” 


Meu amigo, assim eu encerro a nossa prosa amiga, se eu tenho Imbaúba em abundância, irei me preocupar com Apuizeiro?
Alegria não morre ao adquirir mais idade, ela vira canto pra encantar na mata e da  a mata VIRGEM de mim.

MIUDINHAS
“O canto é a maior e melhor loucura”

“Não há brancura mais alva do que a escuridão dos pensamentos”

“Dói sim viver. Dói sim morrer. Inevitável”

“O coletivo me individualiza”

“Torno-me eu para que sejamos nós”

“Tudo tem candura”

“Na proa de uma canoa não tem rio e mar, tem caboclo que é poeta da beleza a contemplar”

“Pensar dói, Ni Ti dizia”

Com afeto, feliz dia da sempre mãe  “ A Mulher”.
Feliz dia das mães, Dona Maria.


(T.S.)

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