Quero a compilação de várias obras que residem em mim.
Quero
a imensidão e explodir este vulcão que habita minhas entranhas.
Quero “masturbação
verbal” das palavras saídas em risos
soltos, gargalhadas que irão envolver cada um dos meus sons do mais profundo do meu eu trovão interno.
Quero rasgar os teus ouvidos,
dementar-te com meus raios da Voz de Trovão.
Quero chocar a sua energia e expulsar todos os teus medos
com minha paixão avassaladora.
Quero exorcizar o teu fracasso com minha loucura esquizofrênica, e depois de tudo o que fora expulso, fazer um back up do Eu
em ti.
Usar o teu corpo inerte, morto e solto em minhas mãos e sacudir com
minha voracidade avassaladora o sopro de vida em sua boca.
Potencializar-te.
Quero cuspir em sua cara e suas entranhas os alimentos consumidos e mastigados. Meus vômitos, meus líquidos saídos de todos os lugares.
Potencializar-te.
Quero cuspir em sua cara e suas entranhas os alimentos consumidos e mastigados. Meus vômitos, meus líquidos saídos de todos os lugares.
Quero dar da minha boca e te alimentar como um passarinho. Outras com canudos
sugados por ti como criança na pre-escola, ou com colheradas de sopa para curar
tua doença com meus líquidos de caldos
mornos de dentro de mim.
Quero ser a canja que cura, a sopa de suores e lambuzadas de
dentro, doados somente a ti.
Esta é a fiel descrição da paixão em minha vida.
Vivo por elas em todos os estágios.
Sou uma eterna apaixonada de emoções firmes e fortes.
Não caibo e não abafo os meus casos e caso com paixão e com
pinceladas de amor o que vivencio.
Sou sim viciante.
Colo feito super bond e quando
saio arranco pedaços que não deixo mais remendar. Deixo marcas e por vezes sangram sem parar.
Sou a paixão que nunca se deixa vencer pelo tempo e nem pelo veneno do pensar e pragmatizar.
Sou a paixão que nunca se deixa vencer pelo tempo e nem pelo veneno do pensar e pragmatizar.
Não emprenhem-me de conceitos.
Não façam-me de Chronos alucinado grávido e aprisionador de culpas
e relações.
Vivo.
E, por favor, permita o parto que é uma delicia.
E, por favor, permita o parto que é uma delicia.
Libertar estas crias Chronianas não tem preço.
Que partam cada um dos filhos que deitou em meu ventre.
Em meu
útero.
Em porto mental.
Em meu sexo imortal.
Meu animal, frente e versos.
Meu
corpo carnal.
Minha insanidade verbal.
Meu cérebro doce, suave, angelical, infernal
e amor passional.
Minhas madrugadas e amanhecidos gemidos suados e choros
loucos desequilibrados.
E um adormecer entregue e verdadeiro, protegidos, destruídos e inteiros.
Ahhh!!!
Vamos?
Tá na hora!
Levanta vai!
Precisa levantar e se apaixonar de novo.
Precisas aproximar do novo.
Precisas de paixão.
Não toco mais este olhar.
Não toco mais
este líquido suave, que antes melado, escorria de todas as formas. Agora meu
rio começa a se movimentar.
Sou funda, profunda, imunda, intensa, louca, não
sou pouca, sou mundo fecundo de toda terra.
Sou Eva, sou Adão, sou rio.
Sou Voz de Trovão!
E quando o galo cantar, coloque-o pra correr, ele somente
incomoda.
É só um galo a cantar.
Bom dia!
(T. de S.)

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