Aqui foi onde tudo começou e finda.
Sabedoria Machadiana
Dedico-me 'a flecha precisa carregada de curare Machado.
Esta seta incansável deste
notável sabedor das coisas do pensar e em pesar qualquer tempo, sem intervalos
de eras ou denominações.
Somente o ser humano.
O humano.
O viver humano.
O morrer humano.
O comportar-se humano em sua fiel crueza chamada vida.
Se extenso se faz o texto, pesado se dá o corpo que o gerou.
Se pesada se dá a forma da obra, certamente a robustez quer emagrecer pois se cansou.
Machado é a dieta de todas as escritas cuidadosas, zelosas.
São os olhos de seu lampião Carolíneo.
Dou-me 'a crueza refletida em cada página nas obras primas e maiores do Senhor Machadão. O Lorde das Palavras.
Escrevamos sem parar enquanto houver vida machadiana.
Vamos clarear todas as
dúvidas perante nossas mortes do indagar a machadadas.
Vamos neutralizar pseudos "virtudes" que guardávamos e sabíamos de cor.
Este Machado mais uma vez queimou minha gordura textual.
Dia após dia, debaixo de toda
porcaria das gorduras trans, posso e devo ser texto trans cendental.
Afinal o que sobra?
Machadinho afirma: “ restavam os ossos, que não emagrecem nunca.”
Morram textos desnecessários.
Dos meus ossos não
me livrarei, mas em vida de alguns textos precisamente farei.
Entrego um único beijo 'a certeza da morte fria e insípida, silenciosa e
galopante.
A morte de tantos textos desnecessários e flutuantes.
Com este pensar, por hora, sigo firme.
Sempre estarei aqui por bem e por
qualquer mal que seja.
Neste duelo (se houver duelo) só há um vencedor.
E não há duelo para ter o vencedor.
E não há duelo para ter o vencedor.
Não mais.
A vida por si só basta, já decretou sua existência e a morte um bônus que ganhamos ao participar do jogo.
Quanta pretensão.
Eu - escrava de opiniões.
Eu - escrava de opiniões.
Quantas dúvidas para si- feito réu em condenação.
Com Machado ou sem machado exponho minha franqueza fraca e apagada 'a este doutor da psique humana.
Ao Douto Machado doo a minha consciência a Universidade deste Santo Autor que na história afirmam que fora ateu.
Ouso dizer: Deus existe. Machado prova-me, também diariamente, que com a franqueza contida nas avaliações do
humano, este humano que a tudo vê e destrói sem saber e sabedor do vexame, este ser barata milenar, há vida após a "Morte".
Sou este humano, Machado.
Barata feito sua nobre carne que também fora um dia.
Barata feito sua nobre carne que também fora um dia.
Prostro-me perante "o meu maior barato" - Machado de Assis.
“Triste, mas curto. Curto, mas alegre” (Memórias póstumas de Brás Cubas)
(T. de S.)

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