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As estações não emitem sons com o romper de cada mudança.
Conseguem ouvir?
Conseguem ouvi-las reclamar ou desabafar?
Sou a pequena fartura do ontem
Vigorosa como os dias ensolarados do mês de junho
Sou a brancura e também a cor matizada da flor da vitória-régia
Os espinhos que contém na sua casa de grandeza, redonda como
a terra e a natureza
Sou as fincadas na terra como peles de um corpo que descamam,
crescem e alimentam este organismo neste
plano
Sou base da minha adolescência e preparação para o meu vir
adulto
Sou a idade infantil das primaveras a iniciar os
séculos em cores vivas de suas pétalas
Sou tenra na urgência do viver
Em todos as cores que foram coloridas do nascer de tantos sóis de
tantas auroras com o mais fecundo despertar
Sou o doce dormir em tons lilases dos céus
Suspiros de um vislumbre de galaxias a enfeitar como a um quadro a nossa frente o nosso mais sublime olhar.
Sou também o crescer sem medo
Sou o galope dos anos
Anos que transformam o homem maduro em adulto e não um
engodo, engano
Nesta eu também sou as deformidades, as anomalias, os aformes
deslizes e sinceras verdades em mudar as estações
Sou as fartas e várias habilidades da Liberdade e o depois
destas
Sou por um sentido
imperioso de ser eu terra, o natural.
Chamam-me de estações.
Carrego formas cores, quente, mormaço de verão
Sou a profusão de vontades
Sentinela dos tempos e das sazonalidades
Frescor dos sopros num Outono desfolhado de esperanças e
lições
De um inverno gelado em abraços humanos reconfortantes.
Sou a quimera de um instante a movimentar este planeta
Sou a missão de um Profeta que voa feito borboleta
Me chamam de estações
Mas o que sou é o motivo do movimento de todas as emoções.
Eu sou um não ser o resultado de Deus e sua adoração, sou as 4 estações.
Em homenagem a "Coralina de Cora Ferraz"
Em homenagem a "Coralina de Cora Ferraz"
(T. S.)

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