Quando me vi desfalecida
vencida...Quando a derrota tomou conta de mim, eu chorei.
Me descabelei em cima de minha cama
Gritei...desprendi o que houvera encrustado. Não foi fácil por isso e por todos os momentos meus chorados e gargalhados.
foto internet
Hoje fui
caminhar na praça
fui ver pessoas
fui ver a noite
pessoas me viram
ma olharam nos olhos
fui ver os cachorros da rua
os bancos da praça
as pessoas namorando
as pesoas vivendo
cada um com seu cada qual
e eu ali
olhando...
sentada no banco da praça
quieta
olhando
vi tanta poesia com um outro jeito de ver
não em mim, mas lá em nós
um casal de meninas se beijando
um cão se estranhando com o outro
uma criança aprendendo a andar
meninos (as) passeando de bicicleta
velhinos abraçados
pessoas apressadas
o teatro ao fundo calado
a igreja a badalar
e eu ali...no banco da vida da praça a sentar....
eu fiquei bem quietinha
só olhando
fiquei pequenininha...
bem em silencio pra ninguém me ver
testemunha feito o banco
só olhando
lá eu não quis dar conselhos
ali não quis falar bonito
escrever certo
agoniar-me em gritos
chorar de desespero ou de angustia
ali fiquei hiato
me fiz rústica feito o banco
me tornei banco
senti banco
me fiz banco branca
me senti árvore da praça, testemunha de tudo
somente a olhar...
me vi teatro
me tornei palco do local
me fiz praça de uma peça teatral
vida em vitral.
me fiz oração
me fiz gente
o Deus que eu vi foi de carne
foi um Deus de barro
de mármore
foi um Deus que arde
Uma sarça que não cessa....
uma vida que não tem pressa e que tem praça
um Deus num banco sentado na praça.
meu Pai, tamanha graça
eu te vi, meu Senhor
fiz de conta que estava ao meu lado
a me olhar tranquilamente, enlevado
fiz dos meus olhos os teus
fiz de mim a sua mente
capturei para dar a ti cada uma das minhas emoções...
fiz do meu ver as
reações
para servir de lição a tua reflexão.
eu descansei minha mente pra vós, Senhor de mim.
para deixar-te leve e ver-me sentada num banco da Praça.
(T.S.)

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