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Sou A





Do A nasce tanto.

É o início da ordem das palavras
Amor.
Alfabeto, artefato dos meus encantos.
Abecedário da minha poesia
Armadura do meu Anagrama
Abundância da minha Várzea
Agonia das decisões
Amplitude das Ações

Amizade que sustenta 
Com Arrojo e Aflição 
Os Arraiais da minha vida.
Austeridade que te cerca
Que Arrepia ao falar
Arredio burla náuseas
Compra, corrompe as rédeas do Amar.

Austero no Apogeu mesmo em forma murcha,
Amplia sem Alterar
Sua essência que estrebucha,
Afoga a tudo e faz Acelerar o calar.

Arremedo de simplicidade
Não importa a cidade
Não polpa dogmas e reais rusgas
Deixa Agreste as idades
Corrompe, Auxilia e Abusa.


Flechas solta e Aguçadas
Tão certeiro e Aporrinhado
Arriscando com suas farpas
Horas menino Arrumado

Apela a toda lógica
Apelido de Retórica
Dialética não Apenas
De tantas almas, id, egos, Alter egos grandes e pequenos
Que independentes se guiam
Em todas suas Agonias.

Ampara os Asseclas
Inferniza os descendentes dos Astecas
Autoriza as insanidades
Aleatórias e completas,
Combustível da pesquisa
Desta mente, sem ou com, seu tempo e suas teclas.

Se é Antiquado eu não digo
És Amigo
Antes, durante e depois
Mais de um, quem sabe, de dois
Anterior a si ou a mim,
Arruma e Apruma o que a de vir.

Quando canta as canções
Nem os Arranjos e composições
São contratempos para Acelerar
O teu Ano que não quer calar.

Amo de todos
E que todos Amam

Ave de todos os Césares.
Arretado em suas idéias.
Carcere de toda insegurança
Atado em todas as malezas
Em crises e singelas.

Estudioso do que se move
Do que comprova e do que se ouve
Aritimética teimosa Arimatéia
Ateu do Mundo
Atado por segundos
Arreta o tempo e constrói tudo.
Não permite e não fica mudo.

Surdo.

Arredio a imposições
Arremata.
 Arre égua!
Quantas ações!
Arregaça noite e dia
Com arrojo e precisão.

Arrolho de encantos
Arromba, esfola corpos e gera prantos
Rasga mentes e impulsiona francos flancos.
Arruma casas e seus Arrimos
Albatroz  de abutres sem destinos
Que mandam em  filhos e em Agentes
Albinando, enbranquecendo  mentes.

Autos de textos compadecidos
O Arauto da mistura dos negros
Desbravador retumbante
Não importa o que fora antes
Se baixo, Alto, Admirável és o Adesivo de Cervantes
.
Advogado dos desvalidos e validos
De sí
A Jurisprudência dos indecisos
Aditivo dos Adictos
Inquieta as falácias.
Deixa flácida as beatitudes
Com suas atitudes
Adicionando a precisão
Aprisiona a indecisão.

Contra o crime Afirma
Que o tempo a tudo corrompe
Somente a História Aproxima
O homem do ser falante.

Afoito nas horas vagas
Que vagueia em teias Afora, 
Por hora
Agora nas estradas
Inflama Aqui e Acolá Aquele que está.
Não importa o que gera
Aquilo nasce sem espera
Feito vulcão em erupção
De palavras e sentinelas.

Aquiles do Atinar
Nem flecha fez parar
Um calcanhar já destruído
E da ferida fez o Abrigo
Da Aviação o seu pensar.

Avião dos navegantes da Terra
Que do Ar a rasgar o peito
Deu o Aviso
Foi um Alarido
Um Azougue, se preparem estou refeito: lá vem guerra fria, estou refeito!
De Econômica e de Direito.
Aviltar com ironia e sem respeito
A tua noite e o teu dia.

Ar que tu vestes
Nem Ares, Afrodite tu tiveste
Somente com mantos e Argolas
Baionetas, granadas para combates Afora
Abaixo de toda a injustiça
Como um Titã e suas chispas.

Acima de tudo o que fazes
Alivia todas as fases
Apostando em suas buscas
Arcaico, Aramaico, Associação e Dúvidas.

Com o foco para o Az, o vedo
Enfrenta o Azedo do Cordeiro
Com o Ácido do Alimento Inteiro.

Sem cadáver que não come
No estômago Alegria
Alivio do corpo Ancas de Yogue
Pernas de Atleta
Corre, lança e se guia.



Abastado e conhecedor de Abismos
Abundância e mestre da dor
Alumia os próprios instintos
De bicho e consciência do predador.

Aposta em seu Alfa
Alfaiate do seu Átomo, Cosmos e Ômega.
Astrônomo de seu estandarte.
Sua Ciência te doma.

Alquimia dos pensares
Astro de cabeças singulares
Arquiteta e organiza tantos encantos
De prazer, dor, risos e prantos.

Aperta o passo para aproximar
Desejos, ganância, corpos, projetos, realidades e o que faz sonhar
Aproxima-se da Apelação
Usa recursos, brechas, Atritos, decisão e indecisão.

Angustia de dia
Ampara-se a noite
Auxilia o saber
Apruma os açoites.
Acabrunhado desacelera
Acelera mais uma vez.
Aplica conhecer e quimeras
De livros e insensata sensatez.

Na Ata que escreveste
Tem um estandarte, não tens Alta e sim um porrete
E uma Máxima Machadiana
Ironiza o Acabrunhado indeciso
E ironiza o Alienado Apetite que se inflama.

És o inicio do Alfabeto
Sua Anatomia não é Anã.
Ela Afirma, Aborta, Abastece conceitos e normas.
Precedidas e com Afã.
Aventura-se neste mundo
Antiquado e imundo
Com o Apaziguar do Devir.
Nasce então o Artesão
Na Arte Anterior ao Doutor
Que Decidiu não Amputar sua plural emoção.

Agarra num abraço o sexo, o medo, o grito do Aflito
É o concavo, o curvo, turvo, Altivo, o convexo
Arrisca-se na linha de frente, com a retaguarda Ar refeita
Amassa, esmaga, pisa e aproveita
O Apogeu do seu alimento
A potência do Combate
Sem ter hora e fim quando se deita com o seu quilate.

Aprimora ao Apreciar o Aprendiz
Alicerce de sua Matriz
Que quer ser vítima e Ataca com o Atracar

Manda embora e Aterra tudo
Só não permite ficar Mudo.
O que descobriu com tanto pesar.

Acasala e Adoece
Nesta vida de Apatia, 
Antipatiza com este antidoto que entorpece
Da frieza do seu Lar do seu silêncio e do seu pesar.

A
Antítese com amperes
De todos os homens e mulheres
Sou A a iniciar.

(T. de S.)

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