I
Lentamente deslizo meus dedos pela minha incoerência
e pela falta de assumir o que de fato me vem a mente.
II
E sinto que mente essa mente
ao tentar controlar o incontrolável.
III
O que não consigo mais deter: a explosão do não aprisionar-se aqui ou ali.
O eu além do que já fui e a profusão de letras, letras, letras...
IV
Não minto mais a mente, pois, a verdade é mentira e a mentira é verdade tão fugaz
quanto a água que desce montanhas sem parar e não tenta deter-se no que faz.
(T.de S.)

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