"...Guardava em minha´lma de menina o sonho de tornar-me grande feito a Amazônia.
Pensava que para pisar nas estradas do mundo precisava ser maior e mais
adiante do que sou.
Ao caminhar, dei-me configurações variadas em palcos diversos.
Já fui dona de todas as minhas meninices, criancices, felizes
criancices.
Hoje, aos 39 anos de idade, descubro-me a menina de outrora, feliz e
renovada Menina Senhora.
Movimento-me com a mesma certeza e faço o mesmo trajeto dos meus passos em meus palcos.
Tornei-me um adulto feliz.
Movimento-me com a mesma certeza e faço o mesmo trajeto dos meus passos em meus palcos.
Tornei-me um adulto feliz.
Decidi-me por viver e não morrer
Decidi-me por andar e não correr.
Adotei o cantar e não somente falar.
Optei por fazer e não somente fantasiar.
Aprendi a ouvir o que sai de mim e receber os sons de outras bocas.
Escolhi ser lenta, constante e não veloz.
Mas antes de tudo,
Permiti não matar a intensidade do meu interior,
Assim assumi o Ser e não o Ter atroz.
Permiti não matar a intensidade do meu interior,
Assim assumi o Ser e não o Ter atroz.
Autentico-me por meu nome,
Batizo-me do meu Eu e não do que impus a seduzir-me pelo passar do passado dos meus pensamentos.
Batizo-me do meu Eu e não do que impus a seduzir-me pelo passar do passado dos meus pensamentos.
Hoje tenho 39 anos e sou o Agora,
Alguns dedicados a mim,
Outros a minha vida de perpetuamente filha, menina e senhora,
Tantos outros a de eterna mãe,
Pinceladas de esposa,
Coragem casada, divorciada, emancipada
Incontáveis de profissional da palavra comunicação.
E em vida e morte eu assino e não assassino, eu Tatiana Sobreira minha Missão!
(T. de S.)

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