Minha história com a arte vem dos idos da década de 1970, ano em que meus pais começaram a ter uma vida bem melhor do que a do início do casamento no ano de 1968. Nasci em 02 de setembro de 1973 numa tarde de domingo ensolarado, na casa de minha avó paterna. Local: rua Santa Izabel, centro de Manaus. Nascí de parteira. Nasci em casa.
Após meu nascimento, nem bem esfriei o corpo na terra, nosso regresso não tardou em direção ao nosso Município de origem e moradia, Codajás (minha arte, minha vida e meu amor).
Desde pequena sempre que podia estava em volta das atividades que meus pais estavam envolvidos.
Pai regatão, pescador, ajudante de barco, mecânico, professor, organizador de festas, orador, político. Mãe, dona de casa, dona de banca de comida, lavadeira, cozinheira, secretária de escola e excelente pé de valsa.
Pais artistas.
Pai, em seu primeiro feito de arte, decidiu ter um cinema em nossa cidadezinha.
Em seguida uma boate.
Família de minha Mãe de músicos, donos de mercearia e pescadores regatão.
Família do Pai de políticos.
Pais de 10 filhos, mais de 20 netos e bisnetos.
Família forte e de caráter marcante.
Com todo este contexto, não poderia sair diferenciada dos que me criaram. Sempre músicas, sons, alegria e uma liberdade sem fim.
Podíamos fazer da arte a nossa arte.
Quer fosse na música, teatro, cinema, dança...
O importante, era que, sempre um Sobreira estava volta e meia debruçado em alguma atividade do gênero.
Cantei, dancei, interpretei e fugi de casa aos 16 anos de idade com o meu namorado para vir morar em Manaus.
Aos 17 anos separei e vivi uma vida intensa e cheia de altos e baixos de uma adolescente adentrando a vida adulta.
Tropecei, doeu!
Fiz bobagens e de tantas que aos 18 anos dei um tempo e conheci o homem que mudaria a minha vida, o pai dos meus filhos- Osvaldo Macedo.
Homem que casou comigo e me deu 3 filhos lindos e maravilhosos. Depois de 12 anos de uma relação maravilhosa, e com seus altos e baixos, decidimos divorciar.
Desde então, vivo a minha vida a fazer o que eu sempre gostei de fazer e adoro:
SER EU EM TEMPO INTEGRAL NA ARTE E EM MIM.
Meus caros, quando decidi ter um blog me comprometi a falar de coisas, pessoas e fatos da Amazônia brasileira. Um olhar diferente sobre a Amazônia.
Amazônia de dentro pra fora.
E é com esse olhar que caminho em minha vida pública na área da Comunicação.
Nunca usei a minha carreira como desculpa para deixar de ser eu, e ser o que sou.
Nunca usei minha carreira para conseguir algo ou alguém.
Nunca fiz dela trampolim para maldades alheias ou a minha maldade.
Sempre, em todas as minhas relações e vida prezei e prezarei pela personalidade ou pela escolha de quem quer que cruze o meu caminho.
A verdade caminha com quem decide fazer dela o seu dia a dia e seu travesseiro, a mentira também.
Sei que magoei e fui magoada.
Que ainda darei muitos tropeços.
A vida é o único bem intransferível.
A maior individualidade.
Respeite-se.
Escrevo, também, para agradecer a quem me conhece desde quando sai de minha casa paterna e do meu divórcio.
Aos amigos que me conhecem há anos em lutas para conquistar o que fui, sou e ainda serei.
Clarice Lispector falou sobre Liberdade.
Eu falo sobre o que vai além dela.
Falo sobre individualidade dos homens que vivem suas vidas sem precisar de correntes e\ou amarras para mostrarem ou esconderem quem, o que e como são.
Falo do ser indivisível, Eu.
Sinto muito aos que não me amam, eu respeito.
Sinto muito para quem ainda não me conheceu, cá estou.
Sinto muito para os que não são o que sou, eu me permito sê-la.
Sinto muito para quem teve oportunidade de trilhar caminhos comigo e que não chegou a me ver de fato, cegos.
Sinto, também, por mim, este ser individual, que falha ao acreditar como tantos em cada ser humano, se não o fizesse não seria o que sou hoje.
Sei que sou igual a tantos que passaram por mim e ainda passarão.
Mas como diz o poeta- "eu passarinho!"
Quero agradecer antes de tudo, aos que me amam da forma que sou e aos que não o fazem usarei a frase do Zagalo: " vocês vão ter que me engolir".
Vou mais além: Me engolir porque não está nos meus planos ser o que vocês querem, e sim, o que o meu coração e decisões assim desejem.
O que minha mente pensa e trilha por sonhos e realizações.
A grande vantagem da maturidade é se conhecer tanto que chegamos a um ponto onde não mais podemos voltar.
Eu credito em mim.
E encontro-me no meu Ponto G.
O Ponto Grande
O Ponto dos Grandes momentos e decisões.
Que caiam chuvas e canivetes, eu Sou e sempre serei Tatiana Sobreira.
Aos que me amam, obrigada.
Aos que me odeiam sem motivo algum ou com motivos, perdoem-me, não sei ser diferente.
E aos que desejam bem, retribuo.
E aos que mal dizem, o que sai de dentro mostra o que é e quem és.
Hoje moro em Manaus, sou livre, divorciada, mãe de 4 filhos, me sustento com a área da Comunicação, e este, é somente o início de uma longa e extensa jornada ao ilimitado ser comunicador que habita em mim.
Amanhã posso ir ao Paquistão ou o Lago do Miuá, mesmo assim, ainda serei eu a incomodar.
Paciência.
Liberdade é um prato que se come quente, e bem gostoso.
Autenticidade um prato para se comer frio, e bem gostoso.
Amornar-se quando for necessário.
Difundir-se um desafio.
Desafiar-se, um direito inalienável, intransferível.
Poucos sobrevivem e os que sabem sobreviver são mais sutis.
Obrigada
( T. de S.)




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