
Amazônia, eu tenho cara de Brasil
Apesar do interesse aparente de nações e até do povo brasileiro em anos de existência dos povos do Norte do País, o que se informa, e, portanto o que se consome sobre o assunto "Amazônia" são fatos fragmentados, histórias superficiais e imagens genéricas. O que se sabe do seu povo "original" não fica distante. São informações enormemente empobrecedoras que são ofertadas pela mídia e nas salas de aula. A coisa mais comum de ler e de ouvir na imprensa geral são noticias com o nome dos lugares e das tribos trocados, grafados ou pronunciados de maneira aleatória, por vezes um povo indígena é associado a locais que nunca viveram, e também, as imagens apresentadas não correspondem de fato ao local citado.
Mais 2000?
Os anos foram passando, novas iniciativas surgiram, o modelo Amazônia de sempre foi descartado. Povos assolados, extermínio em massa por endemias ou por carabinas. Exploração da Fauna, da Flora, do saber tradicional do povo, dos corpos dos povos, do ar que a Amazônia respirava e respira.
Novas dissertações, novas teses, monografias editas e outras coisas mais. Pesquisadores, educadores, movimentos isolados, frentes montadas, ONG's pensadas, e a alteração do quadro geral, pouco ou quase nenhum no quesito Amazônia e os povos da floresta alterou-se.
Os equívocos ainda persistem em salas de aula, a mídia insiste em veicular informações alarmistas e equivocadas.
Professores continuam desinformados perpetrando em salas de aula a distorção do que é ser Amazonida (originários) ou o que é Amazônia.
E no dia do índio, em todas as escolinhas brasileira nossas crianças continuam a ser pintadas no rosto, braços e pernas, cabecinhas, com cocas pulando e gritando Uhuhuhuhu!!!
Não seria ideologia ou utopia esperar que um dia possamos de fato observar avanços na educação de base no Brasil no que tange o seu povo de origem.
Que tal pensar em uma disciplina específica? Antropologia Cultural? Ou alguma disciplina que se fizesse presente em todas as séries apresentadas nas grades do ensino fundamental, médio e superior, reitero, sobre a verdadeira História deste povo dito brasileiro, sobre os originários e os que aqui aportaram transformando a nossa cara e a nossa voz.
Quem sabe assim, não teremos que ficar com uma bucha pra esfregar nos nossos filhos para tirar-lhes o que os professores(as) em um ato de civismo de anos de lavagem cerebral, perpetuam em gerações e mais gerações do "brasilis".
Bom Natal, "caras coloridas"
(T. de S.)
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