Hoje recebi uma ligação de uma amiga estudante do curso Biologia. Ela pergunta: “- É verídica a descoberta de um novo rio no Amazonas? E é subterrâneo?
Respondi com gargalhadas: “- minha amiga é água que não acaba mais. Mais uma opção de água potável!”
No dia 25 de agosto de 2011 o ON - Observatório Nacional anunciou a existência de um rio subterrâneo, de 6 mil quilômetros de extensão, embaixo do Rio Amazonas, a aproximadamente 4 mil metros de profundidade. A descoberta ficou ao encargo da professora amazonense Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, durante seu doutorado, sob a supervisão do cientista Valiya Hamza, do ON. O Hamza (homenagem da aluna ao orientador).
QUADRO COMPARATIVO
AMAZONAS
Fluxo
Corre do oeste para o leste
Distância
Margem
1 a 100km entre uma margem e outra. Percorrem 0,1 a 2 metros por segundo.
Vazão
133 mil m³/segundo
HAMZA
Fluxo
Corre do oeste para o leste
Distância
Margem
200 a 400km entre uma margem e outra. Percorrem 10 a 100 metros por ano
Vazão
3 mil m³/segundo (ou seja, um volume 98%
inferior)
Apesar disso, os pesquisadores consideram uma boa média de vazão, já que o Rio São Francisco possui um volume inferior - cerca de 2,7 mil m³/segundo - e é capaz de suprir as necessidades de cerca de 13 milhões de pessoas.
A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo. Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica – costumam produzir sutis variações de temperatura.
Por enquanto, as informações obtidas a partir das perfurações equivalem a uma extensão iniciada na bacia do Estado do Acre, pelo rio Solimões e Amazonas, no Estado do Amazonas, rio Marajó, no Pará e deságua no Oceano Atlântico. Pesquisas futuras ainda podem revelar se o rio nasce na Cordilheira dos Andes. Elizabeth pretende fazer trabalho de campo com pesquisas das temperaturas em poços em todos os Estados da bacia Amazônica. Os dois primeiros Roraima e Amazonas. A pesquisadora afirmou para alguns jornais da capital amazonense, que essa, seguramente, é uma das descobertas mais relevantes para a ciência nos últimos tempos. A divulgação do trabalho ocorreu durante o 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio de Janeiro.
Vamos esperar incentivos não somente do Governo Federal, mas da iniciativa privada.
Estas e outras pesquisas na região norte do Brasil, precisamos massificar em divulgação. Quem sabe assim possamos de fato embelezar olhos e mentes com futuros promissores para o nosso País.
Dados de alguns sites
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/rio-subterraneo-hamza-embaixo-rio-amazonas-agua-doce-637735.shtml
http://www.pdt.org.br/index.php/noticias/brasil-tem-um-novo-rio-amazonas-subterraneo
http://acritica.uol.com.br/amazonia/Rio-recem-descoberto-reserva-amazonica-pesquisadora_0_542346225.html
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