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Impressões e Expressões do I ENCONTRO MICROPROJETOS MAIS CUTURA- AMAZÔNIA LEGAL 903 PROJETOS DE INCENTIVO À ARTE, CULTURA, DESIGN E MODA do Ministério da Cultura no Amazonas.

Eu ainda não divisara o fim da esperança.


Ontem, fui ao Palacete Provincial, repleta do sentimento mais nobre da caixa de Pandora “Esperança”. Não somente eu, mas todos que há mais tempo trabalham, atuam no mercado e que militam com a causa do “Amor à Arte”, a identidade Amazonida, a diversidade dos povos do Norte do País. Todos com um único objetivo, o de saber o que o convite que nos fora enviado, resultaria. Título: I ENCONTRO MICROPROJETOS MAIS CUTURA- AMAZÔNIA LEGAL 903 PROJETOS DE INCENTIVO À ARTE, CULTURA, DESIGN E MODA.

Que coisa mais linda! =)

Logo que cheguei, uma multidão estava a postos em frente ao Palacete Provincial, Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia) a espera da Ministra Ana de Hollanda e seu eterno amigo e escudeiro Presidente da FUNARTE Antônio Grassi ( que até agora não entendi o porque do próprio não ocupar o lugar de Ana no Ministério). A presença do eterno Secretário de Cultura do Amazonas Robério Braga, o Governador em Exercício Mello e demais representantes da Assembléia Legislativa, Câmara Municipal e de outras secretarias do Governo Federal e Municipal .
Depois da apresentação dos mesmos, surge a presença relâmpago da Primeira Dama do Estado Nejmi Aziz. Em seguida a dança ciranda do Bairro São José. Por fim, nos encaminharam para uma das salas do Palacete. Inovações do Governo Federal na Pasta da Cultura para o tão sonhado povo Nortista?

Vejo em meio a tudo isso, um Thiago de Mello sair apressado da sala numa espécie de predição do que haveria de ocorrer no desenrolar da noite. Nada.

Nada do que nós já não soubéssemos. Nada para os ouvidos ávidos por novos projetos e incentivos à Cultura, Arte, Design, Moda, Cinema, Música, Eventos, Dança, Audiovisual, Eventos, Literatura, enfim, ao refresco e claridade para a mente humana.

O que vimos, foi fora uam sintese em explicações e explanação em Power point conduzidos pelo Presidente da FUNARTE Antônio Grassi, dos premiados no edital do ano passado em projetos aprovados para a região norte. Uma Ministra com o seu jeito de ser: calmo, peculiar, singelo, uma lady.
Os textos da Ministra? Lidos calmamente e politicamente corretos, a citar a forma nervosa ao explanar sobre os 14 mi destinados a 9 estados da Amazônia brasileira, parcela esta, que ocupa mais da metade do território brasileiro.
Quando a mesma abordou sobre as multiplicidades das manifestações artístico-culturais, fez uma alusão ao desconhecimento do restante do país sobre cada segmento cultural que desenvolvemos, onde citou que a mídia que produz e divulga informação sobre a região amazônica, não o faz como deveria ser feito. A mídia é a culpada, então por nossa cultura não alcançar o restante do País?.

Ratifico então um pensar uníssono.
Esperamos políticas públicas comprometidas com pesquisas, incentivos e certamente, com equipes disciplinares e programas que efetivamente saiam das laudas para ações de fato. A nossa Culturado povo nortistas, povo brasileiro, estamos ávidos por atividades neste segmento.

Infeliz comentário,o da Ministra, ao generalizar a estranheza que a maior região territorial do país causa ao restante dos brasileiros, em suas manifestações culturais ou coisa que o valha, como se fôssemos habitantes de outro pedaço que não o Brasil. Classificar de “esquisitos” os habitantes nortistas, beira o descaso.
Como em pleno século XXI, preservar a diversidade cultural, a pluralidade de povos, a história de uma população, a originalidade dos nativos, a oralidade, a pesquisa de campo dos arqueólogos, antropólogos, contadores de histórias, lendas, educadores, tratadores do áudio-visual, trabalhadores da música, teatro, dança, apresentadores, documentaristas, cineastas, roteiristas, infinitos ofícios do labor cultural, ser chamados de “esquisitos”? Menos.

Porém a melhor parte da noite estava por vir.
Ficou ao encargo da própria Ministra ao citar a beleza e grandeza da nossa caboclinha Márcia Siqueira e seu canto. O auditório aplaudiu com fervor.
É Ministra, de fato, não somos esquisitos ao certo. Somos brasileiros.

Para fechar o discurso, à ministra fora abordada por representantes do Culto Afro-brasileiro, com suas reivindicações e um encerramento com canto africano belíssimo, a própria sai cambaleante, desnorteada nos deixando a deriva e calados. Da mesma forma que entramos, saímos.

É, caros amigos! Estou convicta. A parcimônia aparente do Ministério da Cultura se faz comprovar. Espero que Oxalá, Deus nosso Pai, ilumine e dê forças a Ana. Porque, ela irá receber muitos, ainda, da nossa região. A meu ver, será cordada em nos receber.

A nossa eterna luta incansável em prol da cultura e da coisa pública para o Norte do País, ganha novos ares. A caixa de pandora que há tempos fora aberta faz da “Esperança” um sopro de união para os amantes da arte nortista. Quem dera que tivéssemos ao menos um sopro do que o nosso vizinho da Venezuela, por meio do Maestro Antônio de Abreu proporcionou a mais de 200 mil beneficiados com o Programa “El Sitema”’ no segmento música, arte e novos ares ao seu País. São 32 anos de luta, unificando e formando um verdadeiro batalhão dos melhores músicos da atualidade em erudito, clássico, popular, exportando assim, os melhores músicos do mundo e os melhores regentes, maestros de orquestra. A citar Gustavo Dudamel.

Vamos lá! O governo Federal terá trabalho. O Ministério da Cultura ainda ouvirá falar e muito sobre nossa região. Assim conforme iniciei:

Eu ainda não divisara o fim da esperança.

Obrigada e boa sorte.

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