Marco Bosco, Tatiana Sobreira, Paul Vastola, Chico Pinheiro, Diane Reeves, e Oscar Castro-Neves.(Da esquerda para a direita).
Mais uma vez, de tantas e em tantas experiências anexadas a minha trajetória profissional eu zoneio, norteio este poste em meu blog. Quisera eu, em minha linguagem simples aqui apresentada, sem ou com concordâncias a discordar até, em sua estrutura gramatical, somente esperando pretensiosamente, que vissem e sentissem o que vivenciei.
Em minhas andanças no Norte de meu país, tive a feliz oportunidade de conhecer cantos, textos, pinturas, artesanatos, oralidades, cores, raças diferentes e singulares, culturas de um país rico na arte do amor.
Conhecer, estes talentos e formas de tantos rostos, gostos, sons, preferências e expressões me fez crer que todo um universo conspira sempre, quando emanamos do fundo de nossos pensamentos e escolhas, propósitos direcionados a contribuição de um bem maior, que é o de, a cada dia que se passa fortalecer o comprometimento gerado de si, para aquele lá para um mundo melhor, que no final das contas, somos nós mesmos.
Falo para você sobre alguns dentre tantos, que aqui os cito:
Cordas e Barros em Rondônia, um grupo belíssimo de sons orgânicos, com cordas e uma bela voz de uma negra linda na capital Porto Velho, quadros lindos e escritores sensíveis, o povo sofrido da estrada de ferro Madeira Mamoré e a epopéia nesta construção do tão sonhado escoamento do ouro da Amazônia em ditos áureo tempos em que se acreditava que sua cor branca, a hevea santa borracha, extraviada e enviada a outros solos do mundo, somente roubaram sonhos e um futuro que se acreditava que seria o que foi por um curto espaço de tempo deixando marcas em solo Amazônico a amargar em sofrimentos.
No Amapá, o Mar a baixo, com sua dança afro e batuques de um Brasil primitivo e um povo silenciosamente distanciado do restante de um Brasil que desconhecem a forma bela de ser do macapaense.
Em Roraima Eliakin Rufino indomável feito um cavalo selvagem defendendo a sua poesia, sua música, juntamente com Neuber Uchôa, transformando uma capital de conflitos históricos por brigas de terras, para um povo e de um povo que são os próprios donos de tudo, o nativo brasileiro.
Aportar no Acre com os conceitos e sincretismo de uma religião singularmente brasileira nascida de uma tradição indígena, casada com a negritude de um brasileiro maranhense, Raimundo Irineu Serra que firma o nascimento da primeira e única até o presente momento, religião brasileira, o Santo Daime, sem mencionar, no contemporâneo e desbravador, saudoso e aguerrido Chico Mendes, defensor das paragens e do povo da floresta vindo a óbito por sua bravura indiscutível.
Do ritmo cadenciado do Paraense, com seu carimbo e aparelhagens modernas, fazendo um estado ser rico em sua expressão musical em diferentes tempos sejam eles de um Pará antigo ou atual.
Do meu tão delicioso estado do Amazonas, com a poesia de caboclo que vem do Rio Andirá, a ressoar nos quatro cantos do mundo ao consagrar entre tantos escritos seus, o estatuto do Homem, deste homem do ontem e do hoje, sem distinção de cor, raça ou querência, unificando um tão esperado propósito maior, que é o da convivência pacífica para a humanidade, a palavra se faz em Thiago de Mello e em suas atitudes.
Sonoridades das entranhas da Mata com os sons criados e gerados precisos, de Celdo Braga e sua tão singular poesia e composição orgânica a embalar gerações de ponta a ponta neste solo amazonense e mundial com ventos favoráveis sempre para o bem maior, o da convivência pacífica e verdadeira.
De Rita Loureiro que impressiona com quadros belíssimos, nos engrandecendo enquanto admirados da bela arte brasileira. Tantos e tantos que aqui vai minha lembrança dos que passaram em meus sentidos aqui imprimidos dentro de meu ser.
Agora, tenho a oportunidade de falar de tantos outros que ao longo de minha trajetória como uma brasileira vinda de uma pequena cidade ribeirinha da Amazônia, conhecer, conviver com tantos que somente os ouvia, e os lia, em minha salinha ou em meu simples quarto a ouvir e cantarolar suas composições e obras.
Estive na terra do Sol nascente, sem que esta terra soubesse que o sol do lado de cá, mesmo nascendo mais tarde, permanece num futuro de sonhos iguais.
Naquela terra, tive a honra de conhecer músicos que fizeram a história do Brasil, em ritmos e sons únicos.
Airto Moreira com sua mágica forma de ser em batucadas ligeiras e ferozes, a reproduzir em sua brancura de pele o original suingue africano em suas veias. De um Menino chamado Oscar Castro Neves que nunca envelhecerá, pois dribla o tempo com sua qualidade musical e arranjos precisos feito um menino entre suas peraltices. Na voz de rouxinol de Leila Pinheiro, afinadíssima e de uma interpretação que nos prende a todo o momento. De Marco Bosco e sua percussão mais Amazônica seria mera coincidência, pois carrega uma natividade advinda das entranhas da mata. De um dedilhar mais brasileiro nas mãos melodiosas de Paulo Calasans. De uma profundidade sonora os acordes de Marcelo Mariano, contrastando com a brancura de sua pele e sensibilidade brazuca. Todos de uma singeleza, feito os nascidos da arte e respirando o universo musical brasileiro e mundial.
Agora me encontro em Los Angeles a finalizar mais um projeto.
Desta vez com a mesma turma e mais uns talentos brasileiro: Chico Pinheiro.
Chico de Luciana, que tem o Chico e que tem a Lu Alvez.
Chico que trouxe Edu Ribeiro, com suas baquetas e jeito de galã das oito. Mas com uma impressionante velocidade em sua performance.
Chico que me trouxe Paulelli também, com sua doçura e musicalidade identificados em um perfil de mais um amigo, Fábio Torres.
Muito me honra em conhecer também uma das divas da musica jazziana, Diane Reeves. Com sua doce e poderosa voz de negra, que nos faz adorar cada vez mais a Deus. Sim, Ele existe.
Ainda a mencionar Max de Castro, Simoninha, Yutaka, Bob Mintzer, Ruriá Duprat, Cézar Mariano e tantos que trabalharam em cinegrafia, engenharia de Studio musical e staff, e a adorável Thais Staut com seu click preciso em fotografia...
Como duvidar de um futuro que não se tenha desejado e esperado? Somente acreditar fazer sem medo.
Um dia o meu querido amigo Celdo Braga me disse algo que guardarei eternamente: “Tatiana, no dia em que você estiver dentro da música, nós poderemos te proteger”. Levei um tempo para entender, mas hoje eu o sei.
Creio que nunca ela esteve fora, sempre esteve dentro, hoje ela esta dentro e fora de mim, estou protegida de fato. Ouçam os passarinhos, ouçam os sons, ouçam a sua música, sua sonoridade...
Boa viagem!
Agora me encontro em Los Angeles a finalizar mais um projeto.
Desta vez com a mesma turma e mais uns talentos brasileiro: Chico Pinheiro.
Chico de Luciana, que tem o Chico e que tem a Lu Alvez.
Chico que trouxe Edu Ribeiro, com suas baquetas e jeito de galã das oito. Mas com uma impressionante velocidade em sua performance.
Chico que me trouxe Paulelli também, com sua doçura e musicalidade identificados em um perfil de mais um amigo, Fábio Torres.
Muito me honra em conhecer também uma das divas da musica jazziana, Diane Reeves. Com sua doce e poderosa voz de negra, que nos faz adorar cada vez mais a Deus. Sim, Ele existe.
Ainda a mencionar Max de Castro, Simoninha, Yutaka, Bob Mintzer, Ruriá Duprat, Cézar Mariano e tantos que trabalharam em cinegrafia, engenharia de Studio musical e staff, e a adorável Thais Staut com seu click preciso em fotografia...
Como duvidar de um futuro que não se tenha desejado e esperado? Somente acreditar fazer sem medo.
Um dia o meu querido amigo Celdo Braga me disse algo que guardarei eternamente: “Tatiana, no dia em que você estiver dentro da música, nós poderemos te proteger”. Levei um tempo para entender, mas hoje eu o sei.
Creio que nunca ela esteve fora, sempre esteve dentro, hoje ela esta dentro e fora de mim, estou protegida de fato. Ouçam os passarinhos, ouçam os sons, ouçam a sua música, sua sonoridade...
Boa viagem!
Com doçura,
T.So.
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