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Mostrando postagens de novembro, 2025

O vazio do olhar

  As mãos ficaram tesas . Os dedos paralisados.  A composição do cenário deu o tom que viria. O trovão soou bem distante. Faltavam sete minutos para iniciar o temporal. As cadeiras rangeram com força. Nao suportariam a ventania. Os olhos vidrados e cheios de vazio denunciaram a ausência. Corpo partido, teso,  e alma escondida estava adoecida desde o primeiro choro. Espelho quebrado e sem serventia. Temporal faz isso. Encontros são assim, nos dão a medida que precisamos para aprimorar ou se perder de vez sem nunca ter encontrado o caminho. Caminha até a porta e a rajada de vento surpreende aquele que nunca presenciou chuva forte fora de hora. Relâmpagos cortam o céu. O trovão ficou mais forte e falou alto aos ouvidos: “Tempestade à vista!” Ser forte é necessidade e nunca escolha. Escolha é para quem tem mais que um par de meias. Assim caminham os olhos vazios. Para que existem o brilho decidiu fica na escuridão!? Não está fora, mora dentro, é interna a agonia! A chuva desa...