Sentei a mesa do bar e olhei em volta. A história do centro da cidade se perdeu em decrepitude, por ali caminhavam agora uma juventude sem sentido com assuntos banais e sem os questionamento sobre os mistérios da vida. Os sonhos deram lugar a realidade das coisas fúteis e supérfluas, ou ganharam novas dimensões? Outras verdades e novas mentiras. Razão demais não é verdadeira, somente confunde e engana os instintos. Provavelmente somos todos vítimas de nós mesmos, e talvez por isso, tentamos apagar as pegadas do conhecimento ou quem sabe reinventar algo já adormecido no fundo da memória e encoberto por cobertores quentes da ilusão. Ali os pensamos eram bons demais para tamanho do ofício e profissão da noite. Todos bebuns! Pedi uma bebida quente e olhei nos olhos esqucidos da multidão que marchava rumo a mesa do bar. Um travesti sentou ao meu lado e ofereceu um cigarro velho de palha. Luiza, era o nome dela. O cheiro do tabaco me fez lembrar a lama que afunda o país. A l...
Amazônidas existem. Sou comunicadora e artista da região norte do Brasil. Gratidão por passear aqui.