Não sou um recipiente para sua dor Não sou uma parede para seus lamentos Não sou depósito de sonhos sem esperanças Não sou o caminho da segurança Não estagno infâncias de meninos super poderosos Não sou um prato de sobremesa depois da vitória morna Nem a cabeça que teima em morar no seu coração Não sou o não para todos os olhares indiferentes. Ontem fui meu cativeiro, você pensou que era meu dono e hoje o pensamento seria o nosso maior algoz. As chaves dos bueiros abertos infestados de ratos foi embora pelo ralo. Não tenho mais a vergonha dos instintos Nem receio da prisão e condicionamentos dos que injetam ilusão em cabeças sensíveis Não estou mais disponível a todos os seus limites da razão sem amor. Estou com a vida que segue comigo e sem olhar para a cara de terror da morte. Por Tatiana Sobreira
Amazônidas existem. Sou comunicadora e artista da região norte do Brasil. Gratidão por passear aqui.